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07/07/14
Empresas familiares: futuro brilhante

A maior parte das empresas familiares atinge grande sucesso em todo o mundo. Esse cenário não é diferente no Brasil.

Conflitos fazem parte intrínseca do negócio e sua resolução deve ser entendida como um processo de crescimento para a delicada relação entre os membros das famílias empresárias.

Algumas das fontes desses conflitos podem receber tratamento precoce, para que não venham a se originar processos mais complexos dentro dos negócios familiares.

O crescimento da empresa depende do fundador
Quase sempre, o crescimento e a importância da empresa da família depende da capacidade de gestão do fundador ou, na falta deste, do dirigente familiar. Se este for extremamente conservador, o negócio terá uma velocidade baixa de crescimento, apesar de financeiramente sólido.  Se visionário, aceitando uma taxa mais elevada de risco, o negócio crescerá rapidamente, mas a possibilidade de que ocorram erros poderá aumentar.

Clientes privilegiados
Em muitos casos, o negócio da família elege clientes que passam a desfrutar de certos privilégios, como descontos especiais ou adicionais. Para eles, as políticas de concessão de crédito são muito mais flexíveis, com condições preferenciais. Essa situação faz com que a empresa passe a correr riscos desnecessários e é um gatilho para o aparecimento de conflitos desnecessários na gestão da empresa e na família empresária.

Remuneração de familiares que trabalham na empresa
Um erro comum verificado nestes anos de contato com centenas de empresas familiares ocorre quando membros da família empresária passam a fazer parte da estrutura da empresa, sejam necessários – ou não –  à gestão, geralmente com altos salários. Com o tempo, se não forem tomadas medidas de revisão dessa situação, a empresa torna-se uma  “panela de pressão” para a família empresária e perde eficiência frente ao mercado, atributo que a levou a ser um negócio rentável e em expansão. Deve-se sempre pensar na aplicação dos princípios da meritocracia, para atendimento às expectativas dos familiares-gestores.

Falta de espaço para crescimento profissional
A gestão de muitos negócios familiares comete uma falha, colocando nas mãos de membros da família empresária as áreas e os processos mais importantes. Não consideram a possibilidade da existência de competências importantes, em funcionários não-familiares.  Essa atitude pode fazer com que o escopo do negócio torne-se limitado e que profissionais com perfil mais alto prefiram não trabalhar em estruturas dessa natureza. A empresa passa a não ter a capacidade de atrair e reter talentos, o que, hoje em dia, não é um aspecto positivo para nenhum negócio.

Paternalismo
O fundador, na maioria dos negócios familiares, está sempre presente no dia a dia, em contato com toda a estrutura, funcionários e principais clientes. Para os funcionários, torna-se quase que uma figura paternal. Muitas vezes sente a obrigação de resolver os principais  problemas de funcionários – sejam de natureza profissional ou pessoal –, gerando a possibilidade do aparecimento de conflitos desnecessários na estrutura da empresa, bem como falta de profissionalismo em alguns desses trabalhadores.

Profissionalização do negócio
Para atender à expectativa de que seu negócio transcenda várias gerações da família, o fundador terá que decidir e colocar em prática sua profissionalização, no sentido de desenvolver uma equipe de alta performance na gestão da empresa, formada por profissionais altamente qualificados, processos eficientes e eficazes e um nível avançado de governança.

Deve-se reconhecer que são diversos e complexos os desafios do líder da empresa familiar. O mais importante é a definição de uma visão compartilhada que permita unificar, da melhor maneira, a perspectiva da família com a empresa e os membros da equipe de gestão.

*Artigo publicado na edição 25 da revista Diagnóstico.

Eduardo Najjar
Eduardo Najjar
Eduardo Najjar é expert brasileiro em Family Business. Consultor e palestrante associado da Empreenda, coordenador do GrandTour Family Business Internacional. É professor na ESPM e, além da Diagnóstico, é colunista do Blog do Management (Exame.com).

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