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25/02/14
Cenário Favorável para o segmento da saúde
Segundo André Longo (presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS), 2013 foi um ano “muito positivo” para o setor de saúde suplementar e deve registar um crescimento de 4% nos planos de assistência médica hospitalar. (segundo o site da ANS em 31 de dezembro de 2013, os planos de assistência médica atingiram o número de 50,27 milhões de beneficiários (crescimento de 4,6% em relação ao mesmo período de 2012). 

Uma estimativa feita pela CNS (Confederação Nacional de Saúde) aponta que, em 2013, o setor de saúde teve uma participação de 10,2% no PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Os números mostram um crescimento de 7,37% em relação a 2012, quando a participação da saúde no PIB brasileiro foi de 9,5%. Deste montante, o setor privado é responsável por 57% e a área pública contribuiu com os 43% restantes. Segundo José Carlos de Souza Abrahão (Presidente da CNS), “a evolução tecnológica do setor e o surgimento de tratamentos diferenciados têm feito com que haja mais investimentos na saúde”. 

Os indicadores acima mostram que efetivamente houve um bom desempenho do segmento em 2013, muitos investimentos ocorreram para atender uma demanda reprimida, e a evolução tecnológica citada pelo Dr. Abrahão (acima). E considero que ainda existem muitos espaços para investir em 2014, e reitero também que, de acordo com Marcio Coriolano (Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar – FenaSaúde),  “o crescimento deve continuar com uma expectativa um pouco menor (mais ainda superior à projeção de crescimento da economia), entre 3,5 a 4% para o ano, impulsionados pelo aumento de renda e manutenção do nível de emprego”. 

Considerando que atualmente, (segundo os dados da ANS) existem mais de 50 milhões de beneficiários, e sendo conservador e estimando 3,0% de crescimento, estamos falando em aproximadamente 1,5 milhões de vidas que estarão sendo absorvidas ao sistema. Com base em alguns parâmetros (referencias) de mercado, que estimam que cada usuário realiza cinco consultas por ano, teremos + 7,5 milhões de consultas, a um valor médio R$ 50,00 (cinquenta reais) por consulta, chegamos a marca de 375 milhões de reais, e também de acordo com os parâmetros de mercado, cerca de 14% dos beneficiários incorrem em internações a cada ano, então teríamos + 210 mil internações, e partindo de um valor médio de R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais) por internação, alcançamos o montante de 735 milhões de reais, sem falar em serviços diagnósticos,  ou seja, somente com internações e consultas, teremos um crescimento de mais de 1 bilhão de reais. Nada mal se levando em conta que muitos economistas e analistas de mercado projetam que o crescimento do Brasil ficará em torno de 2% (somente) em 2014.

Portanto, acredito que apesar de um certo pessimismo do mercado, projetando baixo crescimento, alta da inflação, fuga de dólares,  a economia brasileira não terá grandes solavancos em 2014, principalmente por tratar-se de um ano eleitoral, e se houver algum “acidente”, não creio que a área de saúde irá sentir ainda este ano. 

Achei importante destacar todos os pontos acima, pois acredito nas perspectivas de “Coriolano” para 2014, e ainda ressalto que 2014 continua sendo um bom momento para investimentos em saúde.  Defendo que o momento continua propício para investimentos, pois temos falta de oferta para muitos serviços, e em diversas regiões de país, possuímos uma forte demanda de serviços ainda não suprida pelas instituições, como clínicas (consultas), hospitais (internações), serviços de diagnósticos, muitos deles se encontram saturados, com ocupação superando a capacidade, necessitando de investimentos e considerando que ainda teremos um certo crescimento, tendência esta de  elevar ainda mais esta demanda.

É claro que estes investimentos devem ser calcados em análises do mercado, do ambiente, da demanda do serviço pela população e pelos financiadores (Operadoras), e principalmente em bons projetos de viabilidade econômica financeira (business plan), que respondam de forma clara e objetiva a possibilidade ou não de retorno adequado destes investimentos. 

E após a conclusão e o início da operacionalização dos investimentos realizados, recomendo o desenvolvimento de um bom planejamento e a implantação de controles que possibilitem as mais diversas informações, (preparando a instituição, para os percalços que podem ocorrer no futuro, ser competitivo), desde estatísticas simples como a evolução da produção, até o conhecimento detalhado de quais são os serviços que proporcionam as melhores margens de contribuição, as operadoras mais rentáveis, os profissionais que mais proporcionaram ganhos para a organização, e projeções que possam gerar subsídios para decisões a serem tomadas hoje que impactarão em 2015. 

Talvez poderá ocorrer (espero que não) daqui a 2 ou 3 anos uma queda no crescimento, mas tenho convicção de que não haverá uma redução, a tendência de crescimento do segmento privado de saúde, pelo menos na forma que o mercado caminha hoje é de continuidade, o cidadão brasileiro considera o plano de saúde como um objeto de desejo, como uma necessidade. 

Realmente acredito que teremos um bom ano pela frente no segmento saúde, mas devemos sempre agir com cautela e munidos de informações que possam proporcionar subsídios às instituições nos processos decisórios e nas negociações com muita qualidade e agilidade. Atualmente existem muitos sistemas (software) e muitos profissionais (consultores e colaboradores) que possuem conhecimento para desenvolver relatórios e municiar as organizações com dados impensáveis a alguns anos de forma dinâmica e precisa como é totalmente possível nos dias atuais.
Eduardo Regonha
Eduardo Regonha
Eduardo Regonha é Diretor Executivo da XHL Consultoria, doutor em Ciências – Custos em Oftalmologia e professor do Centro Universitário São Camilo, Fundação Unimed, FMUSP e UNIFESP.

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