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17/09/13
Gestão Efetiva dos Ativos nos Hospitais

As organizações hospitalares são complexas, caracterizadas, muitas vezes por uma estrutura mista de atividades de suporte e de negócio, ou seja, estruturas rentáveis e não rentáveis. Dessa forma, a gestão efetiva dos ativos é fator fundamental para garantir uma gestão eficiente dos negócios com controle do ciclo de vida de todos os seus ativos físicos e maximização de sua utilização e valor. O gerenciamento de ativos envolve o controle de construções físicas, comissionamento, operação, manutenção, ativação e desativação de instalações e equipamentos. Ao gerenciar os ativos de forma eficaz é possível reduzir os custos de capital e os custos operacionais, aumentar a vida útil dos ativos e, consequentemente, o retorno dos ativos (ROA, Return on Assests).

Com base nesse conceito, novas tecnologias são de extrema importância para qualquer empresa e os hospitais estão cada vez mais preocupados em acompanhar o avanço do cenário tecnológico investindo em equipamentos inovadores, entendendo que esses investimentos garantem a melhoria no atendimento ao cliente, aumento de produtividade, redução do tempo de espera, integração dos processos clínico-assistenciais e profissionais de saúde, segurança e acesso às informações. 
 
Além disso, a competitividade entre os fornecedores de equipamentos está cada vez maior. Fatores que diferenciavam o setor, como up time de máquina, serviços e peças on site, fornecimento de equipamentos de apoio, suporte a congressos, assistência técnica especializada e atendimento em abrangência geográfica estão cada vez mais competitivos,  o que torna cada vez mais necessário o desenvolvimento de uma abordagem completa que auxilie os hospitais a aumentarem sua produtividade na realização de procedimentos e exames, proporcionando maior retorno do investimento para toda a cadeia, além de uma prestação de serviço diferenciada de seus competidores. 

Além do investimento em tecnologia como diferencial no gerenciamento da eficiência de ativos podemos citar:

Gerenciamento de filas por meio da revisão dos processos de backoffice e fluxo do paciente, com vistas a melhoria da produtividade e eficiência operacional;

Avaliação das necessidades de adequação dos sistemas de informação (requisitos de negócio) para adequação do novo modelo de processos;

Redirecionamento estratégico, visando obter oportunidades de aumento da receita, melhoria da rentabilidade e eficiência no uso dos recursos humanos, físicos, tecnológicos e financeiros;

Revisão dos modelos de governança e gestão, visando adequar normas e políticas, papéis e responsabilidades;

Gerenciamento efetivo dos leitos hospitalares otimizando a produtividade dos leitos por meio do aumento da rotatividade de pacientes e redução dos custos fixos;

Estudo estratégico da movimentação do Centro Cirúrgico, identificando os melhores horários de ocupação das salas cirúrgicas, considerando os procedimentos mais rentáveis e com maior giro do paciente (beneficiando o gerenciamento de leitos), resultando na projeção dos resultados atuais com ajustes identificados, aumentando a produtividade e a eficiência das agendas cirúrgicas.

Por fim, as oportunidades de otimização estão focadas no aumento da eficiência (ex.: fazer mais rápido e/ou a um menor custo) ou na melhoria da eficácia (ex.: obter maior retorno sobre cada Real investido). Neste direcionador de valor focamos os esforços na melhoria do ciclo financeiro e da gestão da ocupação dos equipamentos.

São muitas as oportunidades de alavancar a eficiência dos ativos nos hospitais, prestando um maior volume de serviços com menor incremento dos investimentos, mas é necessário que as atenções se voltem ao tema e exista um “patrocínio” da alta direção. As instituições só têm a ganhar!

*Com colaboração de Sheila Mittelstaedt Gerente da área de LS&HC da Deloitte, Lidiane Arevalo Silva, Consultora Sênior da área de LS&HC da Deloitte e Mariana de Santi Calabria, Consultora da área de LS&HC da Deloitte.

Fábio Rossetto
Fábio Rossetto
Fabio Rossetto é sócio para atendimento às empresas do setor Life Science & Healthcare da Deloitte. O executivo é formado em economia pela PUC-Campinas e tem pós-graduação em Microeconomics of Competitiveness pela Fundação Getúlio Vargas e Harvard Business School e MBA em Gestão Empresarial pela FGV.

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