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04/05/15
Como se tornar um profissional cobiçado pelos headhunters

Frequentemente me perguntam como um profissional deve agir para se tornar atraente perante os Caçadores de Cabeças. 
Não se trata de sugerir truques ou fórmulas mágicas – muito pelo contrário – não há melhor conselho que se possa dar a quem quer atingir sucesso do que “seja você mesmo”. 

A pretensão é provocar ao leitor reflexões sobre sua carreira e sua vida – afinal em qualquer desempenho profissional o desenvolvimento de sua carreira está atrelado a sua vida pessoal – não há como separá-las. Ao longo dos últimos 30 anos atuando como Headhunter para empresas de diversos portes e setores econômicos na busca e seleção de profissionais para ocuparem posições estratégicas, convivi com todos os tipos de definições de perfis e de exigências de competências e características pessoais - das pragmáticas e clássicas às criativas e surreais. 

Visando poder oferecer as virtudes mais esperadas para os profissionais no mercado,  realizamos uma pesquisa junto a um grupo de clientes abrangendo o mercado dos últimos cinco anos, quando se buscou quais eram as características e / ou virtudes mais exigidas e valorizadas pelos clientes quando contratam profissionais chave para suas empresas. Depois do levantamento inicial, atribuí 10 pontos à virtude tida como mais importante, decrescendo gradativamente até conceder um ponto para a menos importante. É preciso  ressaltar que este resultado não é uma regra, mas uma registro da tendência do grupo entrevistado. 

Como resultado desta pesquisa surgiram as 10 características e/ou virtudes mais desejadas: 

1. Persistência. 
2. Autoconfiança. 
3. Relacionamento Interpessoal. 
4. Controle Emocional. 
5. Formação Técnica. 
6. Ética. 
7. Ambição de Crescer. 
8. Experiência Profissional. 
9. Lealdade à Empresa. 
10. Fidelidade aos Superiores. 

Ao analisar esta relação é possível extrair algumas conclusões interessantes: observa-se que nas 04 primeiras posições aparecem virtudes que não dependem do grau de escolaridade nem do salário do cargo ocupado; são características de personalidade, algo que tem sido cada vez mais valorizado no mercado de trabalho como o verdadeiro diferencial de um profissional cobiçado pelos Headhunters. Com isto pode-se afirmar que as empresas já não querem profissionais com currículos vistosos, mas sim pessoas mais completas, mais humanas e que façam a diferença. 

Observem que Persistência não está no topo por acaso; saibam que uma carreira não é feita apenas de sucesso – é impossível ser um vencedor sem enfrentar turbulências e acidentes de percurso e a persistência é um fator preponderante na vida de qualquer profissional de sucesso. Não há quem alcance sucesso profissional sem ter conhecido de perto a sensação oposta. Pergunte a qualquer profissional sobre momentos de insucesso e ele certamente terá muitas histórias para contar – talvez já tenha sido demitido, tenha gerenciado um projeto malsucedido ou feito uma mudança de emprego equivocada. 

É por tudo isso que os Headhunters valorizam muito a forma como o profissional fala sobre os seus momentos de insucesso. A interpretação segue uma lógica incontestável: quem demonstra a capacidade de relatar os seus próprios erros tem pouca chance de repeti-los. Este comportamento é muito valorizado e não é visto como fator negativo na trajetória profissional. Já os itens Lealdade à Empresa e Fidelidade aos Superiores tiveram uma pontuação baixíssima. É sem dúvida um reflexo dos novos padrões que regem as relações entre empresas e profissionais. Hoje esta relação é bem mais transparente: se um dos lados estiver insatisfeito, basta dar adeus e partir para novos desafios. 

Acabou de vez a estabilidade, e isso é sem dúvida importante, mas em contrapartida os profissionais ganharam o privilégio de assumir as rédeas da sua própria carreira. Logo nesta dura realidade não há mais espaço nas organizações para os “Gestores Turrões” de antigamente, ou seja, aqueles que mandam e desmandam como Imperadores e tratam as opiniões dos liderados como meros palpites. O que observamos nas organizações é que pessoas verdadeiramente talentosas já não se submetem mais a superiores que não saibam liderar e manter acesa a chamada motivação entre os liderados. 

O que se espera do profissional hoje é que ele lute, conta-argumente, enfim, contribua ativamente na busca do melhor caminho. Amigo leitor, para ser cobiçado pelos Headhunters será necessário, repensar, reavaliar e se for o caso reinventar-se para os novos desafios do mundo contemporâneo e apresentar uma trajetória de sucesso e de realizações onde possa ter atuado. O que você realizou é o que fará a grande diferença na hora de ser selecionado.

Artigo publicado na edição 29 da revista Diagnóstico.

Paulo Lopes
Paulo Lopes
Paulo Lopes é Mestre em Administração, Sócio-Diretor da Organiza Consultoria de Gestão Empresarial e da Paulo Lopes Desenvolvimento Pessoal e Empresarial Ltda., Headhunter, Consultor, Coach e Palestrante.

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