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09/06/15
70% dos enfermeiros sentem insegurança no trabalho
Pesquisa inédita foi realizado pela Fiocruz e pelo Cofen, com a maior categoria do setor de saúde, que reúne 1,8 milhão de enfermeiros, técnicos e auxiliares
Folha de S. Paulo

Cerca de 70% dos profissionais de enfermagem não se sentem seguros no local de trabalho, segundo dados de uma pesquisa inédita com o perfil da maior categoria do setor de saúde, que reúne 1,8 milhão de enfermeiros, técnicos e auxiliares. Com informações da Folha de S. Paulo.

O estudo foi realizado pela Fiocruz e pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e mostra que um quinto dos trabalhadores (19,8%) relata a existência de violência no  ambiente de trabalho, principalmente a violência psicológica (66%). Foram entrevistados, através de questionários eletrônicos, 36 mil profissionais dos 27 Estados brasileiros.

Segundo o presidente do Cofen, Manoel Neri da Silva, a falta de segurança ocorre em praticamente todos os serviços públicos de saúde. Para Neri, a população está insatisfeita com o sistema de saúde e descarrega esse sentimento no primeiro profissional que vê pela frente, que é o da enfermagem.

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha mostra que, na opinião de 26% dos entrevistados, a saúde é o principal problema do país. A maioria dos profissionais de enfermagem entrevistados pela Folha de S. Paulo relataram histórias de agressões verbais ou físicas, muitas delas praticadas por parentes do paciente.

De acordo com a presidente do Coren­SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo), Fabíola Braga Mattozinho, a violência tem piorado nos últimos meses e afeta, principalmente, as mulheres, que são a maioria dos profissionais de enfermagem (85%).

Há casos de estupro e inúmeras agressões e todos estão sendo mapeados, afirma Mattozinho. Um dos casos de estupro ocorreu no mês passado, em São Bernardo (SP), próximo a UPA onde a vítima, uma auxiliar de enfermagem, trabalha. O Coren pediu à Secretaria de Segurança melhoria do policiamento preventivo e ostensivo nas regiões próximas às unidades de saúde.

Para o enfermeiro e conselheiro do Coren, Luciano Rodrigues, há omissão dos gestores em denunciar os casos de violência contra os profissionais porque isso pode configurar acidente de trabalho. Segundo Rodrigues, o profissional tem medo de denunciar as agressões e, por isso, sofrer represálias.



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