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12/06/13
Brasil e Portugal estudam reconhecimento de diplomas médicos
Governo diz que é necessário adotar todas as estratégias para levar saúde à população. Ministro da Saúde voltou a defender a contratação de médicos estrangeiros para aumentar o número de profissionais atuantes no país
Luciene Cruz, da Agência Brasil
Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, admitiu nesta quarta-feira (12) que não existe “proposta isolada” para resolver o problema da falta de médicos no país. Ele participa de audiência pública, na Câmara dos Deputados, para tratar das estratégias do governo para atrair médicos estrangeiros para atuarem no Brasil.

“Para enfrentar falta de médico e necessidade de redistribuição de profissionais, a grande conclusão é que não existe uma proposta isolada para resolver o problema da falta de profissionais médicos nos país. Precisamos adotar todas as estratégias possíveis para levar os médicos para mais perto da população”, disse.

Entre as soluções encontradas para resolver a escassez de profissionais de saúde, Padilha voltou a defender a contratação de médicos estrangeiros. Para ele, a medida pode aumentar o número de médicos atuantes no país, assim como ocorre em outros países.

“Precisamos tomar decisões concretas de curto e médio prazo. Interessa ao Brasil trazer médicos qualificados e bem formados, não existe nenhum preconceito em relação à origem desses médicos. Sendo bem formados, de qualquer país poderão vir médicos através da estratégia de validação do diploma”, comentou.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, do total de médicos que atuam no país, apenas 1% é formado por estrangeiros. Na Inglaterra o índice é 40%, enquanto nos Estados Unidos e na Austrália, os percentuais chegam a 25% e 22%, respectivamente.

Segundo informações da pasta, há, no país, 1,8 médico para cada mil habitantes, índice abaixo de outros países da América Latina, como a Argentina (3,2) e o México (2). Para alcançar o índice da Inglaterra (2,7), o Brasil precisaria ter hoje mais 168,4 mil médicos.

“O Brasil tem poucos médicos. Faltam médicos no país e estão mal distribuídos. Temos que adotar todas as estratégias possíveis para resolver a necessidade da população, que não pode aguardar ciclo de formação dos profissionais médicos no Brasil”, ressaltou Padilha.

BRASIL E PORTUGAL ESTUDAM RECONHECIMENTO DE DIPLOMAS MÉDICOS

Para facilitar a entrada de médicos estrangeiros no país, Brasil e Portugal discutem mecanismos para promover o reconhecimento mútuo de diplomas de medicina, disse Alexandre Padilha. Segundo ele, a proposta foi seriamente discutida na segunda-feira (10), quando o titular da pasta brasileira se reuniu com o ministro da Saúde, de Portugal, Paulo Macedo, em Lisboa.

A iniciativa está entre o conjunto de medidas do governo para enfrentar o déficit de médicos no Brasil. “Queremos o reconhecimento mútuo, a partir da equivalência de currículos. É uma estratégia que discutimos seriamente. É uma novidade dessa última reunião”, disse. O reconhecimento mútuo de diplomas permitiria que profissionais formados na universidade de um país pudessem atuar no outro, sem a necessidade de validação do certificado profissional.

De acordo com o Ministério da Saúde, a alternativa já é adotada por outros países com similaridade na língua para facilitar o intercâmbio de profissionais, como é o caso do Canadá e dos Estados Unidos, e os que fazem parte da União Europeia.

Padilha participa neste momento de audiência pública, na Câmara dos Deputados. A finalidade é discutir estratégias do governo para atrair médicos estrangeiros. Durante o debate, ele voltou a defender a contratação de profissionais de saúde de outros países.

A contratação de médicos estrangeiros é tema do programa 3 a 1, da TV Brasil, que vai ao ar nesta terça-feira (12), às 20h.


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