home notícias Carreira
Voltar Voltar
09/07/13
CFM ameaça ir ao STF se MP dos Médicos passar pelo Congresso
De acordo com o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz d’Ávila, há ilegalidades na medida provisória divulgada nesta segunda-feira pelo governo federal
Veja

O Conselho Federal de Medicina (CFM) criticou as propostas apresentadas pelos ministérios da Saúde e da Educação, em entrevista coletiva realizada no início da noite desta segunda-feira (08). As medidas do programa Mais Médicos são "eleitoreiras” e “enganadoras”, disse o CFM. A entidade afirmou ainda que irá avaliar a medida provisória e que estuda a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubá-la, caso ela seja aprovada pelo Congresso Nacional. 

O presidente do CFM, Roberto Luiz d’Ávila, afirmou que “é um programa vazio, sem consistência. Faltou aquilo que há muito tempo estamos solicitando do governo federal: investimento definitivo na saúde pública, não medidas paliativas". "Queremos 10% da receita bruta da União para a saúde e uma carreira de estado. O que faltam são ações estruturantes para fixar o médico no interior e o investimento em saúde publica. Esse governo, revelando sua eterna surdez e seus interesses absolutamente pessoais, vem com essa medida que é uma enganação da população brasileira”, completou. 

Faltando pouco mais de um ano para as próximas eleições, Roberto Luiz d’Ávila disse também que há fortes interesses políticos por trás da proposta. 

Segundo ele, o país não investe dinheiro na saúde pública e não se falou em uma medida importante hoje. "Saúde não é prioridade, é apenas uma mera questão eleitoreira porque esse governo se aproveitou de um congresso de secretários municipais de saúde e de uma marcha de prefeitos [que ocorrerá nesta terça, em Brasília] para lançar uma medida puramente eleitoreira”, disse. 

Grade curricular — A iniciativa do governo de mudar a grade curricular de medicina, aumentando-a em dois anos, para obrigar estudantes de faculdades públicas e privadas a atuar no SUS, também foi alvo de críticas. “Os países totalitários fazem isso, os sérios não. Países sérios criam condições para que os seus recém-formados possam ir espontaneamente trabalhar no interior. É muito triste um país que precisa usar a força para obrigar os recém-formados a trabalharem. Eu quero afirmar que se derem as condições e uma carreira os médicos estarão em todos os lugares deste país”, alegou o presidente do CFM. 

O CFM avisou que, de antemão, observou algumas ilegalidades na MP apresentada na tarde dessa segunda-feira e que trabalhará para que a proposta seja rejeitada pelo Congresso Nacional. Se aprovada, a entidade pretende recorrer ao STF para derrubá-la. 

Mais Médicos — No anúncio dessa segunda, o governo respondeu aos pedidos populares por melhorias no sistema público de saúde com a criação de mais vagas para médicos — da graduação até cargos efetivos —, a obrigatoriedade para estudantes atuarem por dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) e uma bolsa de 10 000 reais para os profissionais dispostos a trabalhar nos rincões do país — se essas vagas não forem preenchidas, elas serão ocupadas por profissionais estrangeiros.

*As informações são da Veja.com

Leia mais:
>> Alunos de medicina trabalharão dois anos no SUS para se formar
>> Mário César Scheffer: não faltam médicos no Brasil
>> Brasil paralisou negociações para contratar 6.000 médicos cubanos



PUBLICIDADE

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.