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27/01/12
Como lidar com os jovens da geração "Y" no ambiente corporativo
Gerir expectativas e manter o diálogo aberto são passos importantes na consolidação das novas relações dentro das empresas
Raissa Ebrahim, do Recife

O ingresso da geração Y, também conhecida como a geração da internet – jovens nascidos entre 1980 e 1990 – no mercado de trabalho deu origem a novas relações de trabalho dentro das empresas. Os gestores mais velhos têm estado à frente de um grande desafio: como lidar com profissionais que cada vez mais levam para dentro das empresas os seus valores pessoais, vivenciam uma ascensão profissional acelerada e têm como principais aspirações o uso e a adaptação rápida a ferramentas tecnológicas.

 

Para Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, a geração Y é marcada essencialmente por pessoas que agem na base da tentativa e do erro, para quem a palavra do momento é compartilhar. De um mundo corporativo fechado, passou-se a vivenciar relações mais abertas; uma hierarquia mais caótica, menos rígida; uma disseminação maior do conhecimento, que deu lugar ao antigo conhecimento proprietário; e uma atenção menor ao currículo, ressaltando-se mais o valor das atitudes e da pro atividade. Eline esteve presente no evento “Geração Y: quebrando paradigmas”, realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), no Recife, na última quarta-feira (25).

 

Na área de saúde, Eline comenta que ainda falta trabalhar, por exemplo, a questão da paciência, da atenção aos pacientes e a receptividade, pois alguns atitudes da geração Y podem comprometer a maneira como se lida e recebe pacientes dentro de clínicas e hospitais.

 

“São pessoas que trabalham com menos culpa e mais enfrentamento”, diz ela. “Apesar disso, é uma geração que investe pouco no autoconhecimento, ponto essencial na carreira de um executivo. São jovens que, mesmo estando sempre em busca de feedback, se sentem extremamente frustrados se esse feedback vier a ser negativo. Ou seja, têm uma baixíssima resistência à frustração”, observa.

 

Eline também aconselha os gestores a não se sentirem culpados nem se colocarem abaixo dos mais novos. Isso cria barreiras na relação e acaba desembocando num caminho oposto ao que poderia render bons frutos, o da abertura à comunicação. “Também é preciso gerenciar expectativas e pensar que nem todo mundo tem a obrigação de querer as mesmas coisas, além de deixar as regras do jogo bem claras desde o início”.

 

Para Sérgio Vieira, diretor de marketing e ex-trainee da Coca-Cola Guararapes, que também esteve presente no evento, a dica é utilizar a sede de desafio dos jovens como combustível. Na Coca, cerca de 95% das 80 pessoas com as quais Vieira lida diretamente são da geração Y. Ele também indica que se ajude o jovem a traçar seu próprio plano de carreira, mesmo que seu sonho não seja permanecer na empresa.

 

“Uma das grandes frustrações do jovem hoje é sentir que não colabora para a mudança do mundo onde vive e da empresa onde trabalha, bem como sentir que seu superior, seu líder, não lhe é acessível. A minha dica maior é manter sempre as portas abertas para o diálogo, para a troca”, aconselha. 



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