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23/08/13
CRM de Minas diz que vai orientar médicos a não corrigir falhas de cubanos
Orientação foi dada pelo presidente da entidade, João Batista Gomes Soares, que pretende denunciar estrangeiros por exercício ilegal da profissão
UOL e Estado de Minas

O presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), João Batista Gomes Soares, declarou à imprensa, nesta sexta-feira (23), que pretende denunciar os médicos cubanos por exercício ilegal da profissão e chegou a dar uma declaração polêmica: "Vou orientar meus médicos a não socorrerem erros dos colegas cubanos", disse ao jornal Estado de Minas.

O médico e presidente da entidade tem noção da repercussão da sua frase, mas afirmou que não tem nenhum receio ou arrependimento da declaração. Segundo ele, "o papel do CRM é fiscalizar a medicina, não fazer politicagem para que prefeitos sejam eleitos".

Ele também esclarece que sua frase serve para os médicos estrangeiros em geral, e não só para os cubanos. "Foquei nos cubanos porque serão 4.000. Eu não vou pegar um médico estrangeiro e orientá-lo. Minha obrigação é com o paciente. E se o prontuário estiver com erros, por exemplo? Também não vou entrar em cirurgia com eles. Não vou ser preceptor de médicos estrangeiros".

Para Soares, o governo autorizou a atividade desses profissionais sem que eles tenham passado pelo processo de revalidação do diploma estrangeiro e pelo exame de proficiência em língua portuguesa. Além disso, afirmou que, se o governo insistir nas contratações, o tema se tornará caso de polícia.

O presidente do CRM de Minas também afirmou que sua orientação para todos os médicos mineiros é a mesma: eles não devem corrigir o que o estrangeiro fizer de errado. "Temos obrigação apenas com o paciente".

Os primeiros médicos estrangeiros chegam nesta sexta-feira a várias capitais, inclusive Belo Horizonte. Soares afirma que já agendou a ida de um fotógrafo para documentar a chegada do grupo. "Os conselhos regionais de medicina do país inteiro compraram esta briga. Que venham os estrangeiros, só queremos que façam o Revalida. Se passarem ou não, problema deles", completa. "Nós temos de obedecer a lei e isso que estão nos impondo é uma medida provisória", encerra.

Com informações do UOl e jornal Estado de Minas.



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