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10/09/15
Cuba garante postos de trabalho para médicos que voltarem à ilha
Através de um comunicado veiculado na imprensa oficial, ministério da Saúde cubano (Minsap) afirmou que médicos poderão se reintegrar ao Sistema Nacional de Saúde
EFE

Havana - Aos médicos que deixaram Cuba e que desejarem retornar à ilha, o Ministério da Saúde cubano (Minsap) prometeu, em um comunicado divulgado na última sexta-feira (04), através da imprensa oficial do país, que garantirá um posto de trabalho "em condições semelhantes". A declaração se refere aos profissionais de saúde que saíram da nação caribenha "seja por interesse econômico, familiar ou de índole profissional, incluindo aqueles que são vítimas das práticas enganosas do vulgar roubo de cérebros", em referência aos que desertaram durante missões no exterior. Com informações da agência EFE.

Ainda segundo a nota, os médicos têm a "oportunidade, se assim desejarem, de se reincorporarem ao Sistema Nacional de Saúde, que garantirá sua localização laboral em condições semelhantes às que tinham", diz o texto publicada no Granma e no Juventud Rebelde, os principais jornais ligados ao governo cubano. Conforme o editorial, atualmente Cuba possui mais de 50 mil colaboradores médicos cumprindo "missões internacionalistas" em 68 países, produto de "convênios de parceria governo a governo em que se estabelece determinada compensação em benefício mútuo".

No entanto, o texto reafirma que o país não esquecerá a sua "vocação internacionalista" e continuará a oferecer ajuda "desinteressada e gratuita" às nações que pedirem ajuda, como Haiti, Níger, Honduras e Eritreia. Ainda segundo o Ministério, o "notável prestígio" da saúde cubana provocou o interesse das instituições estrangeiras em contratar os médicos da ilha para o exercício privado, mesmo quando seus governos "não favorecem nem compartilham tais procedimentos".

Além disso, o texto acusa os Estados Unidos de serem "um dos principais artífices do roubo de talentos", mediante sorteios, emigração seletiva, da Lei de Ajuste Cubano e o "Cuban Medical Professional Parole Program", programa estabelecido em 2006 e "desenhado para incitar a deserção" dos médicos cubanos durante suas missões, diz o texto.

O comunicado assinala que a promessa de um futuro profissional melhor só é atingida "por uma exígua minoria". Além disso, o texto reitera a necessidade de negociar a contratação de recursos humanos através de convênios institucionais, que permitam balancear e atualizar a disponibilidade de profissionais, "sem deixar os serviços de saúde à população desprotegidos".

Com uma média anual de US$ 6 bilhões, a exportação de serviços técnicos e profissionais é a principal fonte de receita da ilha. Segundo o Minsap, Cuba tem mais de 85 mil médicos e um dos melhores indicadores do mundo em relação à quantidade de profissionais por habitantes: 5,4 para cada mil, mesmo levando em consideração os 25 mil que estão em missão no exterior.

Milhares de médicos cubanos desertaram de missões em vários países latino-americanos, entre eles a Venezuela, de onde cruzam a fronteira até chegar à Colômbia, país onde centenas destes profissionais permanecem à espera de vistos prometidos pelos Estados Unidos.



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