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04/06/12
Cursos de MBA precisam de regulamentação no Brasil
Para Sharon Bamford, executiva-chefe da Association of MBAs (AMBA), o país precisa resolver a questão para ocupar mais espaço no mercado mundial de ensino de negócios
Da redação

Em termos de qualidade, muitos cursos de MBA brasileiros podem ser considerados entre os mais conceituados do mundo, mas muitos deixam a desejar porque ainda falta ao Brasil regulamentar o conceito e os cursos que podem ou não usar a denominação. Essa é a opinião de Sharon Bamford, executiva-chefe da Association of MBAs (AMBA). As informações são do jornal "Valor Econômico".



"Resolver essa questão é o que falta para que o país ocupe o espaço que merece no mercado mundial do ensino de negócios", diz a executiva. Bamford está no país para entender melhor o sistema educacional brasileiro e teve encontros com representantes do Ministério da Educação, da Associação Nacional de MBA (Anamba) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).



No exterior, programas de MBA são "Masters of Business Administration", ou seja, programas de mestrado. No Brasil, a maior parte encontra entraves legais para serem considerados mestrados. Para isso, precisariam cumprir exigências da Capes como ter o corpo docente formado apenas por professores com doutorado.



Os programas de MBA brasileiros que se espelham nos internacionais, embora geralmente tenham a mesma carga horária e requisitos de outros países. Eles oferecem certificados de pós-graduação lato sensu e, portanto, são cursos de especialização.



Segundo Bamford, essa diferença prejudica a visão que os alunos estrangeiros têm dos programas brasileiros, porque eles temem não receber o mesmo tipo de diploma que as escolas internacionais oferecem. A executiva também se mostra preocupada com o uso indiscriminados da sigla MBA em cursos dos mais variados tipos, que muitas vezes não são nem de pós-graduação ou relacionados a negócios.



Ela ressalta que o problema não é a criação dos cursos, que atendem à atual demanda do mercado. "Eles são absolutamente corretos para o Brasil, é uma grande vantagem educar para o mercado de trabalho", diz. A preocupação maior está justamente no uso da terminologia, e a diferenciação entre programas com padrões similares aos globais e a "versão brasileira".



Otimismo - A executiva está otimista em relação à atenção que autoridades brasileiras como Capes e Ministério da Educação estão dando ao assunto. "Além de cientes, eles estão começando a abordar essas questões", disse. Um exemplo é a regulamentação dos programas de mestrado profissional pela Capes, aprovada em 2009. A modalidade passou a ser um curso stricto sensu, como os mestrados acadêmicos, porém com mais ênfase na prática profissional.



Das cerca de 13 mil escolas de negócio que a AMBA estima que existam hoje no mundo, 191 instituições possuem a acreditação da associação. Essas escolas estão espalhadas em 75 países. No Brasil, cinco escolas possuem o selo: a Fundação Instituto de Administração (FIA), o Ibmec, a Fundação Dom Cabral (FDC), a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Insper.



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