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14/11/11
É preciso analisar mais do que competências na busca por profissionais, diz Groysberg
Diretor do Programa de Gestão de Talentos de Harvard pondera os riscos da contratação de profissionais “estrela”
Da redação

Diretor do Programa de Gestão de Talentos da Harvard Business School, Boris Groysberg fez um alerta sobre os maiores erros cometidos pelas companhias na busca por profissionais qualificados. “A guerra por talentos que domina o ambiente corporativo atual, em especial o brasileiro, não deve distrair as empresas do fato de que nem todo profissional ‘estrela’ é transferível”, disse Groysberg, durante palestra proferida durante o HSM ExpoManagement 2011, nesta quarta-feira (09). As informações são do Valor Econômico.

 

Em pesquisas realizadas para escrever o best-seller “Chasing stars: the myth of talent and the portability of performance”, o especialista identificou que 66% das estrelas contratadas por novas companhias trocaram novamente de emprego. Groysberg afirmou ainda que muitos dos executivos que mudaram de empresa tiveram problemas de adaptação que resultaram em um período de até cinco anos de baixa performance.

 

“Um profissional com grandes habilidades técnicas pode ser bem-sucedido no cargo independente da empresa, mas alguém cuja melhor característica é o bom relacionamento com os colegas ou o entendimento do negócio, não”, detalha. Segundo o especialista, alguns cargos precisam ser ocupados por pessoal interno, devido à necessidade de conhecer a fundo os processos da empresa, como no caso da função de diretor operacional.

 

Erros – Groysberg avalia que os executivos também erram na hora de mudar de emprego. As principais falhas cometidas são não pesquisas o suficiente sobre o trabalho em perspectiva, aceitar a oferta apenas porque ela oferece uma remuneração melhor, querer deixar a empresa atual mais do que fazer parte da nova, superestimar o próprio potencial e pensar apenas no curto prazo, não levando em conta a progressão da carreira no futuro.

 

As melhores decisões costumam ser tomadas pelas mulheres, aponta o pesquisador, pois as executivas refletem mais do que os homens antes de aceitar uma oferta de trabalho, além de darem atenção outros aspectos além da remuneração, como cultura organizacional e ambiente. “Elas demoram mais do que os homens para tomar a decisão de mudar de companhia, mas geralmente escolhem certo”, destaca. Por este motivo, as mulheres têm menor perda de performance no período logo após a troca de emprego.

 

De acordo com Groysberg, as executivas estão acostumadas a batalhar mais arduamente pelo sucesso que os homens e geralmente fazem isso sem depender tanto do relacionamentos com os colegas de trabalho. 



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