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14/03/12
Empresas familiares têm maior média salarial, aponta IBGC
Pesquisa revela patamar de remuneração de conselheiros com base em dados das 189 companhias listadas na BM&FBovespa
Da redação

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) revela o patamar de remuneração praticado pelas empresas de capital aberto no Brasil para conselheiros de administração, diretores estatutários e conselheiros fiscais. Segundo o levantamento, com dados consolidados de 2010 das 189 companhias listadas na BM&FBovespa, as empresas de controle familiar são as que apresentam maiores médias salariais, seguida por organizações de capital pulverizado e compartilhado. Em último lugar, com menor nível de remuneração, estão as controladas pelo estado, por terem teto legal definido.

 

Para a realização do estudo, foram utilizados dados gerados pelo Formulário de Referência, instituído pela Instrução Normativa 480 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permite a transparência na gestão das empresas. As empresas passaram a reportar a remuneração por bloco, além do maior, do menor e do salário médio, tanto na diretoria como nos conselhos fiscal e de administração.

 

Os dados permitem avaliar a forma como a remuneração tem sido usada para alinhar interesses dos administradores, seja na forma de incentivos de curto prazo - como bônus e participações nos lucros - ou de longo prazo, como ações. Além disso, o levantamento traz informações comparativas com relação ao faturamento anual das empresas, ao percentual de independentes no conselho, ao tamanho dos órgãos de administração, à participação em comitês, ao uso da liminar do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio de Janeiro (Ibef/RJ), ao setor de atividade e ao tipo de controle acionário das companhias.

 

Com a crise econômica de 2008, a questão da remuneração de dirigentes ganhou visibilidade. Na época, identificou-se que um dos fatores que produziu os resultados negativos observados no episódio foram os desalinhamentos entre os resultados de longo prazo das organizações e o salário de seus dirigentes. Portanto, o conhecimento dos valores recebidos pelos administradores e a composição dos benefícios acabam impactando diretamente em aspectos vitais da governança das companhias.



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