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15/12/11
Executivas brasileiras são mais ambiciosas do que americanas
Pesquisa traça perfil das profissionais brasileiras para empresas estrangeiras de olho no Brasil
Da redação

As profissionais brasileiras são mais ambiciosas e apreciam muito mais o que fazem em relação às norte-americanas. A constatação é resultado da consulta realizada por duas pesquisadoras de renome nos Estados Unidos, Ripa Rashid e Sylvia Ann Hewlett, que buscaram entender quais as aspirações das mulheres no Brasil. As conclusões estão no relatório “A Batalha por Talentos Femininos no Brasil" e servirão de manual para as empresas estrangeiras interessadas em conquistar funcionárias no país.

 

Ripa e Sylvia já vêm realizando pesquisas sobre os mercados dos BRICs desde 2009, com trabalhos acerca das profissionais chinesas e indianas. Agora de olho no Brasil, ouviram mais de mil mulheres, entre 28 e 62 anos de idade, integrantes de 67 companhias privadas internacionais e de atuação no país. O relatório em inglês está disponível no site, e custa US$ 20. 

 

"A disposição das mulheres para o trabalho em todos os países emergentes é sempre muito maior", afirma Ripa para o jornal Valor Econômico. As brasileiras demonstram melhor habilidade para o acúmulo de papéis na vida pessoal e profissional, além de serem mais otimistas quanto à carreira. Quase 80% das entrevistadas declararam pretensões de atingir um posto no primeiro escalão dentro da própria empresa, contra apenas 52% das americanas que assumiram ter a mesma ambição. Além disso, mais de 80% das profissionais no Brasil disseram amar o próprio emprego, enquanto nos EUA esse número se reduz a 71%. As brasileiras também são mais fiéis, segundo a pesquisadora.

 

As brasileiras prefeririam atuar no setor público, segundo pesquisa. O motivo é a estabilidade do emprego, benefícios e um melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Como segunda opção, vem as multinacionais e, por último, as empresas privadas brasileiras.

 

Ripa defende uma maior atenção por parte das instituições para as atenções das necessidades específicas femininas, visto que 60% dos graduados por ano no Brasil são mulheres. Segundo a autora, as brasileiras comporão uma importante força de trabalho, que poderá resolver os problemas relacionados à falta de mão-de-obra no país.



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