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14/08/15
Hospital teria cobrado por cirurgias gratuitas
Ex­diretor da Escola Paulista de Medicina encaminhou ao MPF uma lista com nomes de pacientes da Unifesp que teriam pago por procedimentos cobertos pelo SUS
Agência Estado

Centenas de pacientes do setor de reprodução humana da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) pagaram por procedimentos que deveriam ser cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na segunda-feira (10), o ex-­diretor da Escola Paulista de Medicina (EPM) Antônio Carlos Lopes, entregou ao Ministério Público Federal (MPF) a lista de pacientes que pagaram por cirurgias. As informações são da Agência Estado.

Além dos nomes dos pacientes, o documento mostra as cirurgias realizadas e se os procedimentos foram realizados de forma particular ou pagos pelo SUS. Há casos em que uma biopsia testicular foi realizado pelo mesmo médico em vários pacientes pelos SUS e também por internação particular. Outros exemplos incluem procedimentos como vasectomia, transferência de embriões, reversão de vasectomia e biópsia de ovário. 

O MPF investiga se se houve duplo pagamento ou se os pacientes sabiam ou não que podiam ser atendidos de forma gratuita. Além disso, o órgão quer saber se médicos responsáveis pelo setor de reprodução humana poderiam estar utilizando a estrutura do SUS para atendimentos particulares no Hospital São Paulo, que é o hospital universitário da Unifesp, conforme denúncia feita em abril, por Lopes.

A investigação tramita na área cível e uma lista com 1.200 pacientes, dos quais 1,8% foram atendidos inicialmente pelo SUS, mas acabaram pagando pelos procedimentos cirúrgicos no final, está em poder da procuradoria.

De acordo com Agnaldo Cedenho, um dos médicos citados na denúncia é responsável pelo setor de reprodução humana da Unifesp, havia dito que não há irregularidades. Ele admitiu que os pacientes passavam pelo SUS e acabavam atendidos como particulares, porque os procedimentos não seriam cobertos pelo SUS.

Sobre a lista de pacientes encaminhada ao MPF, no entanto, ele preferiu não se pronunciar. Sua advogada, Maria Elisabeth Queijo, disse que a defesa irá tomar conhecimento do conteúdo que há nos autos para se pronunciar posteriormente.

Em nota, a Unifesp informou que não vai comentar o caso, mas informou que a reitoria seguiu o procedimento normal, encaminhando o assunto à Comissão Processante Permanente. Foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar para apurar a veracidade ou não dos fatos apontados na denúncia. “O processo está em fase de análise pela Procuradoria Federal da Unifesp.”



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