home notícias Carreira
Voltar Voltar
20/11/13
J&J recebe multa de US$ 2,2 bilhões por fraudes
Empresa é acusada de ter pago propinas e de ter feito propaganda de medicamentos com substâncias que ainda não foram aprovadas
Da redação

Londres - A Johnson & Johnson (J&J) terá de pagar multas de US$ 2,2 bilhões a autoridades estaduais e federais dos EUA durante mais de dez anos, por ter pago propinas e feito propaganda de medicamentos para doenças com substâncias sem aprovações. As informações são do Financial Times.

A companhia americana firmou uma série de acordos. No maior deles, declarou-se culpada por um delito que envolveu práticas passadas de vendas do Risperdal, um medicamento antipsicótico; e também concordou em pagar multas relacionadas a práticas de comercialização do medicamento Invega, para esquizofrenia, e Natricore, para insuficiência cardíaca.

O acordo é mais um revés para a J&J, após a empresa passar por uma série de problemas de produção na operação de produtos de saúdem, prejudicando a marca e provocarando uma perda substancial de vendas.

Segundo o secretário da Justiça dos EUA, Eric Holder, a resolução demonstra o forte engajamento do Departamento de Justiça no sentido de evitar e combater todas as formas de fraude no setor de saúde. "Isso prova nossa determinação de cobrar a responsabilidade de qualquer empresa que desrespeite a lei e infle seus lucros à custa do povo americano."

A multa é a mais recente de uma série de acordos envolvendo farmacêuticas nos EUA, que inclui a aplicação de uma penalidade recorde de US$ 3 bilhões à GlaxoSmithKline em 2012 e um acordo de US$ 491 milhões negociado no ano passado pela Pfizer, devido a questões ligadas à Wyeth, antes de sua aquisição em 2009.

As agências americanas e britânicas intensificam sua a fiscalização para detectar práticas de corrupção e suborno em outros países. Em julho, a polícia chinesa acusou a GSK de pagar subornos no montante de quase US$ 500 milhões desde 2007 no país.

A J&J firmou um "acordo de integridade empresarial" de cinco anos com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos para fiscalização de suas práticas futuras. A empresa disse que já fez provisões para pagar as multas e que não haverá nenhum ônus adicional sobre seus lucros.

Segundo a agência americana, a J&J fez propaganda do Risperdal para pacientes sem autorização. Os fiscais do governo também acusaram a J&J de pagar propina para a rede de farmácias Omnicare, fornecendo descontos como pretexto para aumentar sua participação de mercado, por firmar acordos envolvendo dados dos consumidores.

"Hoje, encerramos pendências jurídicas complexas cobrindo quase uma década. Essa solução nos permite seguir em frente e continuar nos concentrando no fornecimento de soluções inovadoras que melhoram e aprimoram a saúde e o bem-estar de pacientes em todo o mundo", afirmou Michael Ullmann, diretor executivo jurídico da J&J.

"Quando as companhias farmacêuticas interferem na missão da FDA - de assegurar que os medicamentos são seguros e eficazes para os americanos -, elas minam a relação médico-paciente e colocam em risco a saúde e a segurança dos pacientes", afirmou John Roth, diretor do Escritório de Investigações Criminais da Agência Fiscalizadora de Alimentos e Medicamentos dos EUA.



PUBLICIDADE

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.