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28/01/14
Medicamentos genéricos impulsionam vendas dos laboratórios
Segundo dados da consultoria IMS Health, farmacêuticas registraram receita de R$ 57,6 bilhões em 2013, o que representa uma alta de 16% sobre em relação ao ano anterior
Da redação

São Paulo - Segundo dados da consultoria IMS Health, as farmacêuticas registraram receita de R$ 57,6 bilhões (valor bruto, sem os descontos concedidos no varejo) em 2013, o que representa uma alta de 16% sobre o ano anterior. E são os genéricos que continuam puxando o bom desempenho da indústria. As informações são do Estado de S. Paulo.

O crescimento ficou acima do esperado pelo setor farmacêutico, que projetava um crescimento ?magro?, abaixo de dois dígitos. Em 2013, a receita dos laboratórios produtores de genéricos atingiu R$ 13,6 bilhões, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. 

Segundo Telma Salles, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), a projeção é manter o mesmo ritmo de expansão para genéricos este ano. "Será um ano mais curto, com Carnaval, Copa do Mundo e eleições", completou.

O bom desempenho da indústria, segundo Telma, reflete o maior acesso da população aos medicamentos e a confiança nos genéricos. Com a lei criada em 1999, os genéricos no Brasil completarão 15 anos. "O papel dos genéricos tem sido, nestes últimos anos, de regulador de preços", disse Telma. De acordo com a Pró Genéricos, dos dez medicamentos genéricos mais vendidos, sete são destinados ao tratamento de doenças crônicas.

Sesde que os genéricos surgiram no mercado, as vendas da indústria farmacêutica cresceram 84% em volume - 2,8 bilhões em unidades no ano passado, ante 1,2 bilhão em 2001, quando esse tipo de medicamento começou a ser comercializado no País. A participação dos genéricos na venda total de medicamentos encerrou o ano passado em 23,%, ante fatia de 22,4% em 2012. A expectativa é dobrar nos próximos anos.

Os genéricos também promoveram uma forte competição entre as indústrias do setor e ampliaram a disponibilidade de novos produtos, e qualquer mudança nessa política, segundo Telma, deve ser pensada com cuidado.

O Ministério da Saúde pretende que os similares passem a custar no máximo 65% do preço do remédio de referência, uma regra que já é aplicada para os genéricos. A proposta será apresentada pela pasta à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que fará a revisão do preço dos produtos. A medida tem provocado desconforto na indústria farmacêutica.

Com o avanço dos genéricos, as multinacionais com atuação no País começaram a perder espaço para as empresas nacionais -- muitas compraram ativos nesse setor para não perder mercado -- e produtos similares.

O Brasil, assim como outros países emergentes, tornou-se estratégico para as múltinacionaiss, que têm um portfólio menor de medicamentos campeões de vendas e previsão menor de lançamentos de produtos que possam se estabelecer no mercado.

As companhias também estão atentas ao mercado de medicamentos isentos de prescrição (Mip), que não dependem de receita para a compra do produto. Parte da indústria que atuam nesse segmento discute com o governo o aumento da lista de remédios que podem ser comprados sem receita, como forma de reduzir a atuação do balconista na decisão de compra do consumidor.

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