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09/01/14
Google: médicos estão utilizando ferramenta para investigar pacientes
Em artigo publicado no NY Times, Haider Warraich defende a prática nas questões que garantam a integridade de medicos e pacientes
Da redação

A utilização do Google por parte dos médicos para investigar a vida de pacientes foi tema de um artigo publicado no jornal The New York Times, de autoria do médico americano Haider Javed Warraich, residente em medicina interna no hospital Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, Massachusetts. Segundo Warraich, a utilização de mecanismos de busca como o Google é tão natural como compartilhar fotos em sites de redes sociais, como o Facebook. "Me surpreende que os médicos não param para pensar sobre o que isso significa para a relação médico-paciente", escreve.

Além da ética, Warraich reflete sobre a questão da segurança e lembra um episódio em que uma mulher de 26 anos foi a um cirurgião para realizar um procedimento de dupla mastectomia profilática, citando um extenso histórico de câncer em sua família. De acordo com Warraich, a paciente não estava disposta a se submeter aos exames de acompanhamento e a equipe médica observou várias inconsistências em sua história. Ao pesquisar na internet, descobriram que a paciente tinha criado contas no Facebook para solicitar doações para doenças que ela nunca teve. "Uma página a mostrava com a cabeça raspada, como se houvesse passado por um tratamento de quimioterapia. Os cirurgiões imediatamente decidiram suspender o tratamento", disse.

Embora a prática de pesquisar sobre pacientes na web se torne cada vez mais comum, já que a maioria dos médicos dependem da tecnologia, Warraich não recomenda esse tipo de ação e afirma que os profissionais de saúde deveriam se questionar se isso é certo.

"Para mim, a única razão legítima é a questão da segurança", explica Warraich. Para isso, ele utiliza dois exemplos: "Se um paciente apresenta surtos psicóticos, a investigação deveria ser utilizada. Ou, se houver suspeita de que um paciente pediátrico sofreu abusos, pode fazer sentido procurar evidências online. Médicos também têm investigado na web se os pacientes enfrentam riscos de suicídio, para saber se é necessário entrar em contato com os familiares", completa. 

Segundo Warraich, em Massachusetts, os médicos utilizam um banco de dados para acompanhar, em cada farmácia, se os pacientes utilizaram as drogas controladas. "Uma ferramenta especialmente útil quando se suspeita de abuso de drogas. Mas, se a única razão pela qual um médico procura saber sobre o paciente na web for recolher informações pessoais que os pacientes não querem compartilhar com seus médicos, então isso é um erro", afirma.

Clique aqui para ler o artigo completo (em inglês).



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