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19/03/14
Novartis quer dobrar seu tamanho no Brasil em cinco anos
Segundo o presidente da Novartis Brasil, Adib Jacob, mais de 30% das vendas no país já são representadas por produtos novos
Da redação

No Brasil, a multinacional Novartis pretende dobrar de tamanho no país em cinco anos. Isso porque o país está posicionado entre os sete mais relevantes em seus negócios globais. Para isso, a matriz na Suíça pretende investir R$ 1,5 bilhão na unidade brasileira ainda este ano. As informações são do Valor Econômico.

Os recursos serão direcionados principalmente para tocar a estratégia de expansão em inovação. Ou seja: ampliar presença em medicamentos biológicos e vacinas, trazer com mais agilidade os produtos desenvolvidos no exterior e aprofundar as parcerias com o governo brasileiro.

Segundo o presidente da Novartis Brasil, Adib Jacob, mais de 30% das vendas no país já são representadas por produtos novos, lançados nos últimos anos, e a maneira de alavancar os negócios da empresa no país é trazendo drogas inovadoras, para doenças ainda não assistidas.

Nesta terça-feira, a empresa anunciou a transferência da fábrica em Taboão da Serra (SP) para a farmacêutica nacional União Química. Com o acordo, a União Química assume as instalações e ficará responsável pela produção e pelo fornecimento dos medicamentos da Novartis, que se encarregará do armazenamento e da distribuição dos produtos.

A unidade tem um portfólio de aproximadamente 20 produtos, quase todos de prescrição. No auge, a fábrica chegou a produzir 20 milhões de caixinhas de medicamentos. A parceria permitirá que a capacidade produtiva da planta seja otimizada. Segundo Jacob, a Novartis optou por não ampliar a produção de medicamentos no local por já ter outras unidades fazendo estes produtos ao redor do mundo.

Com faturamento anual de R$ 3 bilhões, a subsidiária atua em seis áreas: farmacêutica, genéricos (com a Sandoz), oftalmologia (com a Alcon), saúde do consumidor, vacinas e saúde animal. A divisão farmacêutica representa cerca de metade dos negócios, sendo que os produtos maduros representam 15% das vendas desta divisão no país. De acordo com Jacob, nao se trata de um "desinvestimento". "Todos os nossos produtos continuarão sendo produzidos na fábrica", explicou o executivo.

Das cinco fábricas da subsidiária, a de Taboão da Serra é a que possui maior em volume de produção até agora. Em Cambé (PR), a empresa produz os genéricos, enquanto em Rezende (RJ) faz insumos para os medicamentos. Em São Paulo tem duas unidades de produtos veterinários e oftalmológicos.

Atualmente, a Novartis está em meio ao processo de construção de uma nova unidade, com foco em biotecnologia, em Jaboatão dos Guararapes (PE), onde está investindo US$ 500 milhões. Segundo Jacob, o braço de genéricos e similares da empresa (a Sandoz) cresce mais de 30% ao ano no Brasil e representa cerca de 20% do faturamento da subsidiária.

Trazer produtos inovadores para o Brasil também está no seu foco estratégico. A previsão é de cinco a oito lançamentos por ano. Muitos destes tratamentos deverão atender a demanda do governo. Hoje, a multinacional tem quatro acordos de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), coordenados pelo Ministério da Saúde, que preveem transferência de tecnologia para produzir em laboratório público medicamentos para tratamento de doenças complexas. Mais duas PDPs estão em fase de negociação.

Globalmente, a empresa está iniciando um processo de reestruturação, no qual o executivo-chefe da companhia, Joe Jimenez, já sinalizou estar reavaliando a ampla oferta de produtos, caso de vacinas e produtos para saúde, conforme notícias em publicações europeias. Para o Brasil, entretanto, os negócios deverão continuar diversificados.



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