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22/11/17
Pacientes com câncer de bexiga avançado ganham nova opção de tratamento
Pembrolizumabe recebe nova indicação no Brasil e demonstra aumento de sobrevida para portadores da doença
Da redação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar a imunoterapia da MSD, pembrolizumabe, para o tratamento dos pacientes com carcinoma urotelial (o tipo mais comum é o câncer de bexiga) localmente avançado ou metastático, que não responderam ao tratamento prévio com quimioterapia à base de platina. A nova aprovação utilizou como base os resultados do estudo fase III, Keynote-045, que randomizou 542 pacientes com câncer urotelial localmente avançado ou metastático para receberem tratamento com pembrolizumabe ou quimioterapia, considerada o padrão de tratamento nos últimos 30 anos. O câncer de bexiga é o segundo tipo de tumor urológico mais comum no mundo, com aproximadamente 430.000 novos casos ao ano.

No Brasil, é considerado o mais comum do sistema urinário e, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 9.744 novos casos em 2017. A doença é mais prevalente em homens em torno dos 65 anos e possui como principal fator de risco o tabagismo, que aumenta em até três vezes a chance de desenvolvê-la. Embora o câncer de bexiga seja extremamente curável, sua detecção precoce pode ser difícil uma vez que, em fases iniciais, pode evoluir sem apresentar sintomas. O sangramento na urina é o sinal mais comum e está presente em 90% dos casos. O Keynote-045 foi o primeiro (e até o momento, o único) ensaio clínico fase III a demonstrar ganho de sobrevida global em pacientes com a doença e teve de ser suspenso precocemente devido aos resultados superiores, quando comparado ao tratamento padrão com quimioterapia. Os resultados foram apresentados após 22,5 meses de acompanhamento e demonstraram uma redução de 30% no risco de morte nos pacientes que utilizaram Pembrolizumabe em comparação aos pacientes que utilizaram quimioterapia. Quanto aos índices de eventos adversos graves, o tratamento com pembrolizumabe foi  de 16,5%, inferior aos 49,8% quando comparado à quimioterapia.
 
"As imunoterapias, como pembrolizumabe, conseguiram promover um avanço no que antes era um cenário sombrio, permitindo que os pacientes com câncer de bexiga consigam respostas duradouras detratamento com poucos efeitos colaterais", explica o oncologista do Centro Oncológico Antônio Ermínio de Moraes, da Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro do Comitê Gestor do Hospital Israelita Albert Einstein, Fernando Maluf. Desde o começo de 2017, o pembrolizumabe pode ser usado no Brasil para o tratamento de melanoma avançado, o tipo mais letal do câncer de pele, desde a primeira linha de tratamento. Também está aprovado para o tratamento em primeira linha dos pacientes com câncer de pulmão avançado, do tipo células não pequenas, (CPCNP), com expressão elevada do biomarcador PD-L1 no tumor (expressão ?50%) e para uso em segunda linha nos pacientes com CPCNP, com expressão do biomarcador PD-L1 ?1%. A imunoterapia anti PD-1 da MSD está sendo avaliada para mais de 30 tipos de tumores em 370 estudos clínicos. No Brasil, o medicamento está sendo pesquisado em mais de 17 ensaios clínicos, em cerca de 140 instituições envolvidas e mais de 450 pacientes em tratamento.



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