home notícias Carreira
Voltar Voltar
27/02/12
Parceria com escolas do exterior amplia formação executiva
Associação com instituições estrangeiras também é essencial para obter a graduação seis ou sete da Capes, que possibilita aos brasileiros alcançar o mesmo nível do colega do exterior
Da redação

Por promoverem a ampliação do leque de opções aos interessados em programas executivos e possibilitarem às instituições atingir o padrão internacional de ensino e pesquisa, as parcerias entre escolas nacionais e instituições de ensino do exterior ampliam a formação executiva. A associação com escolas estrangeiras também é essencial para obter a graduação seis ou sete da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que possibilita aos alunos brasileiros alcançar o mesmo nível do colega do exterior. As informações são do Valor Econômico.

 

Com convênios que cobrem 32 países e 75 acordos relacionados a MBAs, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) é destaque nesse quesito. A lista integra desde programas mais tradicionais, como os de Harvard, até outros mais flexíveis, como os de Irvine, da Universidade da Califórnia, e da Universidade de Ohio, com todas ou parte das aulas cursadas no Brasil. “Cada vez mais o aluno quer saber das outras culturas. É uma forma de atender o aluno que não quer se ausentar muito tempo do país”, justifica Antonio de Freitas, pró-reitor da FGV.

 

O Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – ISCTE, de Lisboa, e a holandesa Maastrich, cuja oferta inclui curso a distância definido em torno da resolução de um problema real também aparecem como destaque. Segundo Freitas, há alguns movimentos mais marcantes, como o fato de as grandes universidades americanas buscarem aos Estados Unidos os melhores alunos brasileiros, principalmente de áreas como economia e administração. “Eles oferecem a doutorandos bolsas de até US$ 5 mil”, explica Freitas.

 

Como forma de atender a demanda de internacionalização dos executivos, a FGV trouxe ao Brasil o International Masters in Practicing Management (IMPM), realizado em conjunto por cinco instituições acadêmicas – além da brasileira, McGill (Canadá), Lancaster (Inglaterra), IIMB (Índia) e Renmin (China). Umas das propostas é promover a troca de experiências com outros participantes. “A meta é apresentar a pluriversalidade de forma menos assimétrica, para evitar a supremacia de uma linha acadêmica sobre as outras”, descreve Alexandre Faria, coordenador do programa no Brasil.

 

O programa “Brics on Brics”, formado a partir da ascensão dos países do Bric, levou à formação reunindo escolas de negócios dos quatro países do bloco – Fundação Dom Cabral (Brasil), Skolkovo (Rússia), Indian School of Business (Índia) e Fudan University (China). A proposta é fazer com que os executivos conheçam cada país isoladamente e de forma integrada. O primeiro ciclo, finalizado em junho, tinha uma turma de 24 executivos, 18 eram brasileiros.

 

Alberto Leite, diretor executivo da editora especializada em publicações segmentadas IT Midia, aproveitou o convênio da FDC com a Kellog para cumprir o programa “Skills, Tools & Competencies”, que incluiu um mês de aulas em Chicago com mais de 200 horas em um grupo formado por dirigentes brasileiros. “A troca de experiências com executivos de outros setores com os mesmos desafios ajudou muito”, diz. Segundo ele, o curso colaborou não só com questões práticas, como a criação de uma nova plataforma transacional por telefone e internet, mas para a valorização de questões como a presença feminina na empresa, inexistente em alguns países, ou a necessidade de globalização da companhia.



PUBLICIDADE

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.