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04/11/11
Pesquisa traça perfil de executivos da América Latina
Brasileiro é o mais ambicioso e desenvolto em situações de crise
Da redação

Um levantamento com executivos do Brasil, Argentina, Chile e México, conduzido pela consultoria de recrutamento Michael Page, demonstra que os líderes empresariais desses quatro países têm perfis semelhantes. A sondagem ouviu 45 mil profissionais, sendo a maioria do sexo masculino, casado, com dois ou três filhos e idade entre 40 e 50 anos. As informações são do Valor Econômico.

 

Segundo a pesquisa, há semelhança entre os gestores das quatro nações latino-americanas quanto à escolha do curso de graduação: predominam os administradores de empresa, engenheiros e economistas. O inglês é pré-requisito entre todos os entrevistados, e no caso dos brasileiros, alguns ainda falam espanhol.

 

Dentre os pontos fortes identificados nos entrevistados brasileiros estão as habilidades pessoais, o senso de orientação nos negócios e, como os argentinos, a desenvoltura em situações de crise. Como pontos fracos, a consulta destaca a orientação da carreira focada no retorno financeiro e o fato de serem frequentemente sondados para trabalhar em outras empresas. Já os chilenos aparecem como bons na construção de equipes e execução, mas são desfavorecidos pelo perfil menos agressivo e pouca disponibilidade de mudança para o exterior. Os argentinos também não parecem dispostos morar em outro país, mas são criativos e têm habilidades comerciais. Além de possuírem aptidões pessoais e comerciais, os mexicanos também sabem administrar situações de crise, porém, em contrapartida, têm dificuldade para se comunicar, não costumam assumir riscos e apresentam pouca disponibilidade para mudanças.

 

Os brasileiros também parecem ser os mais ambiciosos dentre os pesquisados. Em uma projeção para os próximos cinco anos, chilenos, argentinos e mexicanos se vêm na mesma função em 2016 ou, no máximo, ocupando um cargo na diretoria regional. Os brasileiros, por sua vez, acham que terão se tornado CEOs nesse mesmo período. Os mexicanos são os que permanecem menos tempo no mesmo cargo, cerca de três anos. Brasileiros e argentinos ficam, em média, cinco anos na mesma função. Já os chilenos permanecem 15 anos. O número de horas trabalhadas é praticamente o mesmo nos quatro países, entre 10 e 12 horas por dia.

 

Na opinião do diretor da Michael Page no Chile, o executivo brasileiro possui o melhor perfil profissional da América Latina, com fama de ser bom na geração de negócios e negociações, além da grande capacidade de resolução de conflitos em situações críticas. “Não à toa hoje vemos muitos brasileiros ocupando a presidência ou a diretoria-geral de multinacionais em países latino-americanos”, salienta.



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