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20/06/14
PF prende servidora da Saúde que cobrava propina de Hospital em MS
Em gravação com autorização da Justiça, consultora negocia o pagamento de R$ 100 mil, valor que garantiria a liberação de R$ 1 milhão em emendas parlamentares e a compra de um acelerador linear ao Hospital de Câncer Alfredo Abrão, de Campo Grande (MS)
Da redação

Uma consultora técnica do Ministério da Saúde foi filmada, com autorização da Justiça, negociando propina com o diretor-presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, de Campo Grande (MS), Carlos Coimbra, que denunciou o caso à Polícia Federal. Roberlaine Patrícia Alves, de 28 anos, foi presa em flagrante após receber cheques no valor de R$ 100 mil. As informações são do G1 e do Correio do Estado.

Clique aqui para assistir ao vídeo do flagrante.

Em nota, o Ministério da Saúde informou se tratar de uma colaboradora terceirizada que foi imediatamente desligada de suas funções e que comissão interna de investigação apurará o caso para apoiar a Polícia Federal. 

De acordo com a gravação, a consultora negocia o pagamento de R$ 100 mil, valor que seria a segunda parte de uma propina que garantiria a liberação de R$ 1 milhão em emendas parlamentares e a compra de um acelerador linear para radioterapia, no valor de R$ 3,6 milhões.

O caso é investigado desde maio, quando o diretor do hospital foi até Brasília para saber quando seriam liberados o equipamento e a verba federal. Segundo Coimbra, na ocasião ela solicitou pedido de propina no valor de R$ 50 mil para emenda de R$ 1 milhão e R$ 100 mil para liberar o acelerador linear.

O gestor Carlos Coimbra pagou, com autorização da Justiça Federal, a primeira parte da propina. A consultora do ministério aceitou receber o restante parcelado em cheques, durante essa semana, em uma sala do Hospital de Câncer. Roberlaine Patrícia Alves ajudou a preencher os cheques e após guardá-los na carteira foi surpreendida pela PF.

A suspeita foi indiciada por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e a PF tem 15 dias para concluir o inquérito. De acordo com o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Edgar Marcon, as investigações continuam para saber se mais pessoas estão envolvidas no golpe. 

Segundo Marcon, ela declarou que trabalha em um grupo de 15 pessoas, cuja incumbência é avaliar e fazer a liberação de propostas de emendas para aquisição de equipamentos. Nós vamos continuar investigando para definir toda a participação dela e de eventuais outras pessoas.

Segundo o Ministério da Saúde o papel da ex-consultora era o de ajudar na elaboração de pareceres técnicos, mas sem poder decisório sobre a aprovação ou rejeição de projetos e liberação de recursos. 

"Com relação aos investimentos no Hospital de Câncer Alfredo Abrão, é importante destacar que o projeto foi apresentado pelo próprio hospital ao Ministério da Saúde e que seu andamento depende de aprovação também do estado e dos municípios, por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB)", informou o órgão.

Até o momento, não houve liberação de recursos federais para o projeto do hospital, cujo processo de análise técnica ainda não foi concluído.



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