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18/10/13
Polícia Federal identifica fraude em diplomas de médicos formados no exterior
Universidades bolivianas confirmaram que entre inscritos no programa de revalidação, 41 não concluíram a graduação. Segundo Padilha, problema não tem ligação com o Mais Médicos
Da redação

A Polícia Federal informou, na manhã desta sexta-0feira (18), que identificou um esquema de fraude em diplomas de 41 médicos formados no exterior que pretendiam atuar no país. De acordo com a investigação pela operação da PF "Esculápio", deflagrada hoje, dos 41 médicos, todos são brasileiros e dois já clinicavam. Eles estão espalhados por 14 Estados brasileiros (São Paulo, Acre, Amazonas, Rondônia, Alagoas, Ceará, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul). As informações são da Folha de S. Paulo.

Não há informação se algum deles chegou a ingressar no programa Mais Médicos, do governo federal, que envia profissionais às áreas mais carentes do país. Os médicos identificados prestaram um exame de revalidação do diploma na Universidade Federal do Mato Grosso, que verificou o problema na documentação. O exame não era o Revalida (teste oficial do governo federal para o Mais Médicos), mas uma prova própria da UFMT.

Eles afirmaram ter se formado em três universidades da Bolívia (Universidad Nacional Ecológica, Universidad Técnico Privada Cosmos e Universidad Mayor de San Simon), mas, segundo as instituições, eles nunca foram alunos ou não concluíram o curso. A UFMT acionou a PF, que verificou que 70% deles se inscreveram no teste representados por cinco advogados ou despachantes. Essas pessoas também serão investigadas.

Até o momento, nenhum mandado de prisão foi emitido pela Justiça, apenas mandatos de busca e apreensão. Os médicos suspeitos serão chamados para depor e podem ser acusados de uso de documento falso e falsidade ideológica.

FRAUDE NÃO DIZ RESPEITO AO PROGRAMA MAIS MÉDICOS
O Ministro a Saúde Alexandre Padilha afirmou que a fraude não tem relação com o programa Mais Médicos. Segundo a polícia, eles queriam a revalidação do diploma e tinham interesse em participar do Programa Mais Médicos. 

Segundo Padilha, o Ministério da Saúde também tem uma "grande cooperação com a Polícia Federal no programa Mais Médicos". A assessoria do ministério informou que, apesar da intenção desses profissionais em ingressar no programa, o Mais Médicos seleciona os candidatos a partir de "regras rígidas impostas pelo edital". Como, por exemplo, uma análise do registro profissional, do diploma e do histórico do candidato. Essa análise passaria ainda pelo consulado e também pela Policia Federal. Depois disso, a coordenação do programa faz uma última analise do candidato.

O governo acredita que esses filtros seriam suficientes para impedir a ocorrência de fraudes no programa. Ainda segundo informações do Ministério da Saúde, o Mais Médicos também não aceita profissionais bolivianos porque, pelas regras do programa, estão impedidos de participar todos os profissionais que vieram de países com menor índice de médicos que o Brasil, que seria o caso da Bolívia.



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