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15/05/12
Poucas mulheres passam de cargos médios para altos, diz estudo
Consultoria pesquisou quatro mil funcionários em mais de 60 empresas dos Estados Unidos
Da redação

Apesar das mudanças nos últimos anos e do comprometimento das empresas em aumentar a participação das mulheres em cargos de chefia, os desafios de aumentar o número de mulheres em cargos de liderança continuam. As dificuldades são muitas, como o desafio de combinar responsabilidades profissionais e pessoais e a pouca atratividade que elas veem em cargos de diretoria e liderança. As informações são do jornal "Valor Econômico".

 

Estudo com mais de 60 empresas e quatro mil funcionários feito pela consultoria McKinsey & Company mostra de mais aprofundada o espaço que as mulheres ocupam nas maiores companhias americanas. A pesquisa mostrou que 325 mil mulheres trabalham nas 60 companhias pesquisadas, mas o caminho até o topo continua complicado.

 

O principal é a média gerência, nível em que cerca de um terço dessas mulheres já possuem cargos, enquanto apenas sete mil chegaram a posições de liderança como vice-presidências ou diretorias. Uma parte do estudo que tentou identificar empresas em que as chances de mulheres serem promovidas de cargos de gerência a vice-presidências são ao menos 85% equivalentes a de profissionais homens, e apenas 20 das 60 companhias pesquisadas passaram no teste.

 

Dificuldades - Quatro questões foram apontadas como as principais dificuldades encontradas pelas mulheres. Obstáculos estruturais como a pouca confiança de que os CEOs das empresas  estão de fato trabalhando para aumentar a diversidade de gênero no topo. Enquanto 80% dos líderes dizem que isso é uma prioridade para as companhias, apenas metade dos funcionários dessas empresas acreditam que os presidentes estão comprometidos com o assunto.

 

Outra questão foram as escolhas de estilo de vida, que também contribuem para segurar mulheres em cargos mais baixos. Metade das profissionais entrevistadas diz ser responsável tanto por sustentar a casa financeiramente quanto por cuidar da família. Já a maioria dos homens que são chefes de família financeiramente não é responsável por cuidar da casa.

 

Um problema que chamou atenção na pesquisa foi a mentalidade institucional. Os líderes homens esperam que as mulheres ajam da mesma maneira que profissionais do sexo masculino, o que dificulta a comunicação e a convivência com os superiores.

 

Enquanto tanto homens quanto mulheres em início de carreira ou cargos de média gerência possuem ambições de avançar na carreira – 69% das mulheres responderam afirmativamente à pergunta, assim como 74% dos homens –, o número de executivas já bem-sucedidas que diz aspirar a cargos de diretoria cai para 41%.

 

Entre as justificativas para a escolha está a de que mulheres temem o ambiente de liderança por ser dominado por políticas e estratégias de ganho pessoal. Muitas sentem que podem ter mais impacto no cargo atual do que tentando chegar ao topo. Quando questionadas sobre o que deixaria posições de liderança mais atraentes, elas citam honestidade, autenticidade e mais trabalho em equipe.

 

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