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06/06/17
Presidente da ASNC participa de congresso no Paraná
Raymond Russell é referência em cardio-oncologia
Da redação

O presidente da American Society of Nuclear Cardiology, o cardiologista Raymond Russell, vem ao Brasil no próximo mês, para participar do 44º Congresso Paranaense de Cardiologia. O evento é promovido pela Sociedade Paranaense de Cardiologia, e acontece nos dias 28 e 29 de julho, no Four Points Sheraton, em Curitiba. 

Russell vai abrir o congresso, com palestra sobre cardio-oncologia, campo da Medicina dedicado ao estudo dos efeitos tóxicos que os tratamentos do câncer vêm apresentando sobre o coração. Além disso, o pesquisador vai ministrar um simpósio satélite abordando a especialidade na qual é referência internacional. 

“A cardio-oncologia é um componente-chave na sobrevivência do paciente e o tratamento do câncer deve ser o mais personalizado possível”, afirma Russel, que também é diretor de Cardio-Oncologia e Cardiologia Nuclear do Instituto Cardiovascular Lifespan. Situada nos Estados Unidos, a entidade engloba os hospitais Rhode Island, Miriam e Newport.

Cardiotoxidade e diretrizes de tratamento
Segundo Raymond Russell, a cardiotoxidade de alguns medicamentos quimioterápicos, como a doxorrubicina e o trastuzumabe, já é conhecida por muitos médicos, porém, apenas um número relativamente pequeno de cardiologistas sabe monitorar essa toxicidade, minimizar seu risco e tratá-la de forma a permitir que o paciente continue o tratamento. 

Por isso, ele e outros especialistas, incluindo sua esposa, a Dra. Kerry Strong Russell, estão empenhados na evolução da cardio-oncologia. Algumas diretrizes de tratamento estão sendo desenvolvidas e novos agentes cardiotóxicos estão sendo identificados. “O desenvolvimento de novas diretrizes para novos agentes cuja cardiotoxidade vai sendo identificada exigirá muita colaboração e estudos multicêntricos, ou seja, estudos conduzidos simultaneamente em mais de um centro de pesquisa para identificar os melhores tratamentos”, afirma.

A cardio-oncologia também lida com aqueles pacientes que chegam ao tratamento do câncer já com problemas no coração.

Tecnologias de imagem
No ano passado, a ASNC lançou as diretrizes The Role of Cardiac Imaging in the Management of Cardiac Complications of Cancer Therapy (em tradução livre: O Papel da Imagem Cardíaca na Gestão das Complicações do Coração no Tratamento do Câncer), que podem ser acessadas no site da associação (www.asnc.org), com o objetivo de oferecer a cardiologistas, especialistas em imagem cardíaca, cardio-oncologistas e oncologistas um recurso abrangente para o entendimento de como a tecnologia de imagem cardíaca pode ser usada no diagnóstico, prevenção e gestão das implicações cardiovasculares do tratamento do câncer.

Segundo Raymond Russell, as tecnologias não invasivas de diagnóstico por imagem desempenham papel importante em caracterizar a função de bombeamento do coração antes do início da quimioterapia, a fim de auxiliar os médicos a identificar os pacientes em risco de desenvolver cardiotoxicidade. Ele explica que essas tecnologias, incluindo as técnicas nucleares, ajudam a monitorar a diminuição da função cardíaca durante a administração da quimioterapia, para que possam ser tomadas decisões mais acertadas sobre o tratamento do câncer e o que pode ser feito para ajudar a proteger o coração do paciente.

Prevenção e tratamento continuado
Os pacientes precisam ser informados sobre suas opções de tratamento, o que esperar e como colaborar. “Eu acredito sinceramente em uma abordagem colaborativa entre cardiologista, paciente e oncologista”, diz Russel.

Ele afirma que câncer e complicações do coração não estão necessariamente ligados, porém, quanto mais envelhece a população, maiores são os riscos de tanto um problema quanto o outro se manifestarem. Já os sobreviventes dessas doenças, além de manter uma rotina preventiva, com exercícios regulares e alimentação adequada, como também devem fazer os indivíduos que nunca tiveram câncer ou problemas cardiovasculares, precisam ficar ainda mais atentos e fazer o acompanhamento contínuo. As palavras de ordem são “antecipar e prevenir”.
 
SERVIÇO: O 44º Congresso Paranaense de Cardiologia ocorre nos dias 28 e 29 de julho, no Four Points Sheraton - Avenida Sete de Setembro, 4.211 – Batel, em Curitiba. As inscrições já podem ser feitas. Mais informações e inscrições pelo site: www.congresso.prcardio.org.



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