home notícias Carreira
Voltar Voltar
06/03/12
Raça e gênero influenciam na avaliação de liderança
Para estudo, mulheres negras em posições de comando não despertam a mesma reação negativa que as brancas
Da redação

Uma pesquisa realizada por professores das universidades americanas de Duke e Northwestern mostra que, além do gênero, a raça também influencia na avaliação sobre o trabalho de liderança. Líderes mulheres que atuam de forma dominante enfrentam reações diferentes do que homens que apresentam o mesmo tipo de comportamento. Porém, essas relações também são influenciadas pela raça. Segundo o estudo, mulheres negras em posições de comando não despertam a mesma reação negativa que as brancas. Estas, por sua vez, costumam sofrer "punições" parecidas com as enfrentadas por homens negros. As informações são do Valor Econômico.

 

Para a execução da pesquisa, os professores tomaram como base outros estudos anteriores. Eles descobriram, por exemplo, que mulheres em posição de comando sempre foram mais penalizadas por apresentarem comportamentos comuns de quem está no papel de líder. "Quando uma mulher age de forma dominante, assertiva ou agressiva, ela é avaliada negativamente, pois isso vai de encontro ao estereótipo que temos de como uma mulher deve agir", explica a professora Ashleigh Rosette, uma das responsáveis pelo estudo.

 

As pesquisas até então só haviam estudado mulheres brancas. De acordo com Ashleigh, as pessoas sempre presumiram que mulheres negras ou de outras etnias seriam avaliadas da mesma forma, ou até mais severamente, por conta do estereótipo também enfrentado por líderes negros. Os autores descobriram que mulheres negras tiveram o mesmo tipo de resposta positiva que chefes brancos quando apresentaram comportamento dominante. Os homens negros, por sua vez, receberam repercussão negativa semelhante às mulheres brancas. Nesses casos, a "culpa" pelo comportamento mais rígido recaía sobre os próprios profissionais. Na análise de comportamento de brancos e negras em cargos de chefia, contudo, houve o entendimento de que a situação os levava a agir de forma mais agressiva.

 

Ashleigh salienta ainda que é preciso levar em conta que a mulher negra não tem o estereótipo da branca nem o de um homem negro. "Ela ocupa um espaço único e, assim, acaba adquirindo uma certa invisibilidade que a favorece em relação a esses outros grupos". Contudo, isso não descarta a possibilidade de elas não sofrerem com ideias pré-concebidas de como devem se comportar. Ainda segundo os pesquisadores, o número de mulheres negras em posições de comando é ainda menor que o de brancas ou o de homens negros. Na lista das 500 maiores empresas americanas, a "Fortune 500", há apenas uma CEO negra, a presidente da Xerox, Ursula Burns, que assumiu o cargo em 2009.

 

"Podemos dizer que as mulheres negras têm uma leve vantagem em relação ao comportamento dominante", explica Ashleigh. "Mas isso não apaga todas as desvantagens que as representantes desse grupo enfrentam em razão de seu gênero e raça ao tentar alcançar essas posições", complementa.

 



PUBLICIDADE

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.