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26/12/12
Rede de laboratórios Hermes Pardini pretende faturar R$ 1 bilhão em 2013
Segmento de exame por imagem, como ressonâncias e tomografias, e laboratórios de análises genéticas são os alvos da empresa mineira para crescer no próximo ano
Com informações do Valor Econômico

O laboratório mineiro Hermes Pardini, de Minas Gerais, que tem como sócio o fundo Gávea, formalizou a compra de um laboratório especializado em genética do Rio de Janeiro. Outra aquisição será anunciada até o final do ano e a disposição para novas operações continuará durante o ano de 2013, com empresas de exames de imagem nas principais capitais do país.

Segundo Roberto Santoro Meirelles, diretor-presidente do Hermes Pardini, a meta é ampliar a presença em todo o território nacional, dobrar o faturamento até 2015 e atingir R$ 1 bilhão. Em 2012 o Hermes Pardini faturou R$ 500 milhões, R$ 90 milhões a mais do que o ano anterior. Nas principais capitais, o plano de aquisições para 2013 tem dois alvos, de acordo com Meirelles, que são as empresas especializadas em exames de imagem, como ressonância e tomografia - segmento que representa cerca de 15% da receita do Hermes Pardini. A meta é chegar a 40%.

No mês de agosto, a empresa realizou a primeira aquisição em 53 anos e comprou 70% da Digimagem, que opera na cidade de São Paulo. Com um faturamento de R$ 50 milhões e 30 mil pacientes por mês, a Digimagem tem apenas três unidades na cidade. Agora, o plano é expandir a rede no próximo ano, com um grande centro de imagens e três unidades dedicadas a análises clínicas.

Os laboratórios especializados em genética também estão na mira para as aquisições, e o interesse de Meirelles é por laboratórios que fazem exames mais específicos, os de oncogenética, por exemplo. Isso porque oferece como possibilidade aos médicos, conhecer melhor a predisposição que os pacientes têm para desenvolver algum tipo de câncer e que também ajuda nos prognósticos e no tratamento. "Essa é uma grande oportunidade porque é ainda uma área incipiente no mercado brasileiro e exames desse tipo estão sendo agora mais demandados", disse.

Para o diretor-presidente do Hermes Pardini, os "laboratórios butiques", como são conhecidos pelo nível de sofisticação, possuem uma atuação comercial restrita. Semana passada o Hermes Pardini fechou a compra de mais de 60% do laboratório Progenética, no Rio de Janeiro. E outra aquisição será formalizada até o fim do ano, segundo Meirelles.

Com 53 anos de funcionamento, o Hermes Pardini é uma das três maiores empresas de medicina laboratorial do país. O nome é forte em Belo Horizonte, com 38 unidades de atendimento - uma em construção - e 70% do mercado de análises clínicas.

Fora da capital atua como laboratório de apoio - realiza exames em amostras coletadas por mais de cinco mil laboratórios de menor porte em todo o país. Trata-se de um mercado com concorrentes diretos como o Dasa e o Fleury. O centro de análises do Hermes Pardini recebe em média 140 mil amostras vindas de diversos pontos do Brasil por dia.

É é essa experiência com em escala nacional que a empresa pretende usar para disseminar exames genéticos mais sofisticados. "Estamos prospectando outros laboratórios desse tipo", diz o presidente. O montante de recursos reservado para essas operações ainda é sigilo. "Não há dificuldades. O potencial de alavancagem que temos para aquisições é muito consistente", conclui.

Em 2011, o Hermes Pardini se associou ao fundo Gávea, de Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, que comprou 30% da empresa. mesmo que ainda dependa do ritmo das novas aquisições, a projeção de faturamento para 2013 é de aproximadamente R$ 550 milhões.



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