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06/12/12
Exame do Cremesp reprova 54,5% dos formandos de medicina
Prova, que não tem caráter eliminatório, contou com a presença de 2.525 recém-formados de 28 faculdades que funcionam há mais de seis anos
Da Redação

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) divulgou, nesta quinta-feira (06), o índice de aprovação no Exame realizada em 11 de novembro de 2012. A prova foi obrigatória a todos os formandos de Medicina. Dos 2.411 médicos formados em instituições do Estado de São Paulo, 54,5% acertaram menos de 71 das 120 questões, e foram reprovados. O exame contou com a presença de 2.525 recém-formados de 28 faculdades que funcionam há mais de seis anos. Desses, 114 tiveram as provas inválidas.

Dos 2.943 médicos que se inscreveram para o exame aplicado pela Fundação Carlos Chagas, 71 (2,5%) não compareceram. Dos 2.872 presentes, 119 (4,2 %) tiveram as provas invalidadas (114 de São Paulo e 5 de outros estados) - 86 boicotaram o exame, assinalando letra "b" em todas as questões, e 33 apresentaram provas com outros padrões de respostas invalidas. As provas inválidas não foram consideradas na apuração dos resultados.

As notas serão encaminhadas para cada participante de forma confidencial. As instituições médicas receberão um relatório de desempenho dos alunos dividido por área do conhecimento, preservando assim a identidade dos formandos. Os Ministérios da Educação e da Saúde, o Conselho Federal de Medicina, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal também receberão os relatórios.

Exame - Trata-se de um “teste” dividido em duas fases que avalia áreas básicas de conhecimento médico. Serve para ter o registro no conselho e, consequentemente, o direito ao exercício da profissão. O candidato, contudo, não estará sujeito ao crivo de desempenho. Basta assinar a folha de resposta para ser aprovado. Pode até não responder uma única questão. Mesmo assim, entidades ligadas ao trade de saúde brasileiro encararam a medida como um avanço e o primeiro passo para um cenário considerado ideal: instituir uma prova de proficiência eliminatória, nos moldes da OAB.

Protesto - Em novembro, o Cremesp chegou a ameaçar os estudantes que decidiram boicotar o exame. Entretanto, a direção do conselho garantiu que não haveria punição para quem aderisse ao protesto. Segundo Denise Barbosa, diretora das delegacias do interior e coordenadora da delegacia de Campinas, nenhuma prova será anulada, os dados apenas não serão divulgados e não haverá nenhum tipo de ranking com a classificação das escolas. 

*Com informações do Terra. 

Leia mais: 
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