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14/06/13
Revalidação do diploma médico do exterior será modificada
Objetvo é que padrão de cobrança dos médicos estrangeiros seja similar à formação dos brasileiros
Estado de S. Paulo

São Paulo - O Revalida - exame para validação de diploma de médico obtido no exterior - deverá ser alterado. Uma das alterações, segundo afirmou nesta quarta-feira o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, será calibrar a dificuldade das questões da prova de acordo com o desempenho de estudantes brasileiros, 

A proposta é submeter alunos das faculdades de medicina brasileiras a uma prova formada por questões do banco do Revalida, como parâmetro. A medida será aplicada ainda este ano. Segundo Padilha, o padrão de cobrança dos médicos estrangeiros deverá ser similar à formação dos brasileiros?. 

Durante audiência na Câmara dos Deputados, realizada nesta quinta-feira (13), Padilha observou que o número de validações de diplomas estrangeiros caiu de forma expressiva desde 2011, quando o exame passou a ser adotado no País. Em 2010, 402 médicos formados no exterior receberam permissão para atuar no País. Em 2011, com a implementação do Revalida, foram 238 e no ano passado, 121.

O ministro afirmou ainda que, até 2014 serão abertos 35 mil postos de trabalho médico nas Unidades de Pronto-Atendimento. Pelas contas, isso significa um aumento da demanda de aproximadamente 70 mil profissionais. Há, além disso, um pedido feito por prefeitos de 13 mil profissionais.

De acordo com o ministro, não há como falar em números exatos em relação à necessidade de médicos no País. É certo que o problema terá de ser enfrentado com várias medidas, não apenas com uma.

Dispensa - A estratégia para atrair médicos estrangeiros passa também pela dispensa do revalida. Duas propostas deverão ser colocadas em prática: convênios de intercâmbio com países como Portugal e Espanha e chamada internacional. Padilha afirmou que estrangeiros, além de passar por um teste de domínio do português, terão o currículo e o histórico escolar avaliado.

Segundo o ministro, a autorização especial não será concedida de forma imediata. Haverá uma análise prévia? e a expectativa é de que sejam recrutados de Cuba médicos especializados em saúde da família.

A ideia foi bem recebida pelo presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto D?Ávila. Ele observou, no entanto, que as medidas não atenderão os objetivos do ministério. ?O problema do País é falta de financiamento na saúde. Falta de estrutura?, disse. 

D?Avila afirmou que estudantes de Rio Grande do Norte realizaram a prova de Clínica Médica do Revalida, com um índice de aprovação de 70%. Um número que, em sua avaliação, poderia indicar que o teste não apresenta um alto grau de dificuldade. Padilha, porém, diz que nenhuma prova foi aplicada por iniciativa do ministério.

*As informações são do Estado de S. Paulo.



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