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05/12/14
RV Ímola vai investir em logística para hospitais
Empresa de logística especializada no setor de saúde atende clientes da indústria farmacêutica, distribuidoras de medicamentos e governo
Valor Econômico

Para os próximos cinco anos, a RV Ímola, empresa de logística especializada no setor de saúde, prevê que os hospitais passarão a representar cerca de 40% da receita da empresa. Atualmente, esse percentual é inferior a 5% do faturamento. RV Ímola possui clientes da indústria farmacêutica, distribuidoras de medicamentos e do governo. As informações são do Valor Econômico.

A projeção de crescimento ocorre devido à legislação que obriga o rastreamento de medicamentos desde a fabricação até o consumidor final. A lei que entra em vigor a partir de dezembro de 2016. 

De acordo com Tamires Vilela, vice-presidente da RV Ímola, Roberto Vilela, a empresa de logística está investindo cerca de R$ 1 milhão em um software de logística voltado a hospitais. Conforme a executiva, os hospitais também vão ter que acompanhar a procedência e destinação dos remédios ministrados nos pacientes e, provavelmente, vão terceirizar esse trabalho.

A empresa de logística, cuja sede fica em Guarulhos (SP), possui 150 clientes, como a Hypermarcas, Ache, Astrazeneca, Sanofi, Bayer, Pfizer, Fiocruz e as secretarias estaduais de saúde de São Paulo, da Amazônia e de Minas Gerais. São 17 centros de distribuição (CD) espalhados em São Paulo, Salvador, Goiânia, Rio de Janeiro, Belém, Maranhão. A empresa tem ainda uma frota com 150 caminhões refrigerados para transporte de medicamentos que, muitas vezes, demandam temperaturas entre 2º e 8º C.

Armazenamento, distribuição e gestão estão entre os serviços realizados pela companhia. Segundo Tamires, a empresa não compra medicamentos e insumos. "Fazemos a gestão das compras, que quando é bem feita pode reduzir em 30% os custos", explica.

Essa argumentação de não comprar medicamentos para seus clientes tem uma razão. Para Tamires, há um conflito de interesse quando se é comprador e distribuidor ao mesmo tempo. Ela explica que há no mercado casos de empresas que desempenham os dois papéis, e cita a Logimed, empresa de logística do grupo Andrade Gutierrez que compra, armazena e distribui os medicamentos, insumos e até materiais de escritórios para a Santa Casa de São Paulo. 

No mês de junho, foi deflagrada uma crise no hospital que acumula dívidas de R$ 450 milhões com bancos e fornecedores como a Logimed. No ano passado, 75% da receita da Logimed vinha da Santa Casa SP.

Fundada há 12 anos, a RV Ímola adquiriu a concorrente Ímola, em 2011 e criou uma holding para abrigar novos negócios. A empresa deve encerrar o ano com receita líquida de R$ 128 milhões, o que representa uma alta de cerca de 15% em relação a 2013. A margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) esperada é de 19%.

As informações são do Valor Econômico.



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