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22/04/13
Amil aumenta investimentos no Rio de Janeiro
Grupo destinará R$ 250 milhões para reformar e construir hospitais de alto padrão. Meta da operadora é evitar que o carioca opte por tratamentos no exterior ou mesmo em São Paulo
Valor Econômico

Cerca de R$ 250 milhões, dos R$ 460 milhões que a Amil programou para investir este ano, serão destinados à reforma e construção dos hospitais do grupo no Rio de Janeiro. Em 2012, dos R$ 342 milhões investidos no país, as operações no Rio de janeiro foram de R$ 150 milhões.

No Rio, o grupo identificou que os hospitais de alto padrão no atendimento e na tecnologia dos equipamentos são um nicho que devem ser melhor explorado. A meta da operadora é evitar que o carioca opte por tratamentos no exterior ou mesmo em São Paulo.

O foco no mercado brasileiro é criar um diferencial no Rio, mas a Amil, comprada há cinco meses pela UnitedHealth, também possui uma estratégia para o exterior. O grupo venceu a concorrência para administrar cinco hospitais em Portugal e avalia algumas oportunidades na América do Sul e Europa, especialmente nos países latinos, De acordo com o médico e diretor-superintendente do grupo Cassio Zandoná, que também possui mestrado e doutorado em ginecologia e oncologia, e especialização em administração de empresas, são vários países mapeados.

Ainda segundo Zandoná, a associação com a United trouxe o plano de expansão internacional. Ao mesmo tempo, o grupo avaliou oportunidades de compra de hospitais no Brasil e no exterior. Com a crise de 2008 e 2009, o mercado europeu, por exemplo, que é principalmente estatal, passou a enfrentar dificuldades de prover saúde e previdência. "Cabe aos governos, mas a tendência é de privatizar a assistência médica e nesse momento irão surgindo oportunidades para grupos como o nosso", disse. 

O gestor acrescenta que que a estratégia de destinar maiores investimentos ao Rio de Janeiro foi aprovada pela UnitedHealth, mas é anterior ao controle do grupo americano. Para ele, o carioca cada vez mais não vai querer sair de sua cidade.

Para oferecer serviços de alta qualidade, Zandoná afirma que novas tecnologias que ainda não existem no país serão importadas. A Amil possui 22 hospitais no Brasil, sendo oito no Estado do Rio de Janeiro. O Hospital das Américas é a unidade que receberá o maior investimento, de 70% dos R$ 250 milhões previstos para 2013. 

Também receberam especial atenção aquisições mais recentes como os hospitais Samaritano e Pró-Cardíaco. Antes de serem comprados pela Amil, em 2010 e 2011, respectivamente, ambos foram criados por grupos de médicos e já estavam entre os melhores da cidade.

De acordo com Zandoná, atualmente, o sistema de saúde não é mais negócio para pessoa física. "A necessidade de escala limitou a expansão desses dois hospitais. Mas tudo que era de valor nós mantivemos, como o grande patrimônio que é a equipe médica. Nossa força é a capacidade financeira de fazer investimentos que os antigos donos perderam nos últimos anos".

Mesmo que o Samaritano e o Pró-Cardíaco enfrentem limitações de espaço para crescer, ambos já estão sendo reformados e ampliados, e o grupo Amil comprou prédios vizinhos para a criação de áreas de hotelaria para atendimento VIP.

O Pró-Cardíaco, por exemplo, acaba de inaugurar uma sala cirúrgica híbrida, com 80 metros quadrados. Na nova sala foi instalado um aparelho de hemodinâmica com braço robótico, associado a vários outros aparelhos de alta tecnologia. Na Austrália, alguns hospitais usam equipamento semelhante onde vários exames podem ser realizados simultaneamente a uma cirurgia. Além disso, permite um médico operar sem estar na sala. "Queremos tornar o Pro-Cardíaco referência no tratamento minimamente invasivo nas doenças coronarianas, como, por exemplo, troca de válvula cardíaca sem abrir o coração", completa Zandoná.

Já o Samaritano, recentemente, renovou a parte de diagnóstico cardíaco e trouxe ao Rio a a cirurgia robótica, que já existia em São Paulo. O equipamento funciona através de quatro pinças e quatro braços mecânicos que trabalham em um ambiente que amplifica 12 vezes a imagem, e em três dimensões. Segundo o executivo da Amil, a tecnologia, que também é minimamente invasiva, é utilizada em cirurgias da próstata para evitar sequelas que levam à impotência e incontinência urinária.

As equipes das duas unidades situados em Botafogo, zona sul do Rio, irão atender também no Hospital das Américas, a nova unidade da Amil localizada na Barra da Tijuca. Com previsão de para ficar pronto em 2014, o hospital terá quatro prédios para atendimento de emergência, internação, centro de oncologia, de diagnóstico, consultórios, área de ensino, pesquisa e convenções.

No Rio, o grupo Amil também foca em ortopedia e acaba de criar o Hospitalys, no Jardim Botânico, em uma área alugada da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR). Em uma parceria com o hospital ortopédico americano Special Surgery, de Nova York, além do atendimento, a proposta é desenvolver atividades acadêmicas e atuar de forma conjunta em pesquisas de células-tronco e substituir o uso de próteses pela recuperação dos membros afetados. 

A amil possui 22 mil empregados e 6 milhões de clientes. Só no Rio de Janeiro, estão 1,2 milhões associados em planos de saúde na área médica e 600 mil, em odontológicos.

*As informações são do Valor Econômico.



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