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19/07/17
Após declaração polêmica sobre produtividade médica, Ricardo Barros divulga carta aberta
Publicação aponta que consultas na Atenção Básica estão abaixo do esperado - 43,8% do que deveria ser feito
Mara Rocha


O ministro da Saúde Ricardo Barros divulgou na quarta-feira (19), no portal do Ministério da Saúde, carta aberta à população, onde aponta que consultas na Atenção Básica estão abaixo do esperado - 43,8% do que deveria ser feito. 

A publicação é uma resposta aos profissionais de saúde e entidades de classe que se manifestaram contra as declarações de Barros, proferidas durante o Fórum de Investimentos Brasil 2017, na quinta-feira (23), quando o ministro defendeu a adoção de biometria em todas as unidades de saúde para comprovar um padrão de produtividade e fiscalizar o trabalho dos profissionais de saúde no SUS, principalmente os médicos. 

Em discurso polêmico durante o Fórum, em que anunciou repasse de R$ 1,7 bilhão a municípios para ações em atenção básica e transporte de pacientes, Barros declarou “vamos parar de fingir que pagamos o médico e o médico fingir que trabalha”, uma frase que, segundo ele, foi retirada de contexto e replicada, gerando uma interpretação equivocada da proposta. 

"Na sequência, reforcei com outras palavras: 'nós vamos pagar um salário justo para o médico e exigir que eles estejam à disposição da população'. Também valorizei o trabalho dos profissionais dedicados, aqueles que 'carregam o piano', com vocação para o serviço público", diz o ministro na carta. 

SUS na UTI
Médicos de todo o país reagiram com revolta às declarações de Ricardo Barros, manifestando-se nas redes sociais. Na segunda-feira (17), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou em seu portal carta aberta, contestando a afirmação do ministro e cobrando providências para os inúmeros problemas na área. 

"Não se pode responsabilizar os médicos pela falta de infraestrutura nos postos de saúde e nos hospitais; pelo desabastecimento de insumos e medicamentos; pela dificuldade de acesso a exames, de forma particular aos de média e alta complexidade; pelo déficit de 10 mil leitos de internação pediátrica, fechados entre 2010 e 2016. O SUS está doente e queremos sua recuperação", diz a publicação, que também foi repercutida no portal do Conselho Federal de Medicina.

Leia a carta da SBP na íntegra
Leia a carta do ministro da Saúde Ricardo Barros na íntegra



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