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15/04/14
Artigo: Brasil é um dos cinco países com pior desempenho em saúde
Índice Bloomberg de Eficiência em Saúde considerou 48 países com população mínima de 5 milhões de habitantes e renda percapita mínima de US$ 5.000
Da redação

Com o papel de informar sobre ambientes de negócios, a última atualização do Índice Bloomberg de Eficiência em Saúde ordenou os países de acordo com o nível de eficiência em saúde, medido pelos seguintes indicadores: a expectativa de vida ao nascer, o gasto em saúde como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) e o gasto percapita em saúde com a cobertura de atenção preventiva e curativa, planejamento familiar, atividades nutrição e cuidados de emergência. As informações são do blog Monitor de Saúde

Segundo o economista que atua no setor de saúde, André Medici, o primeiro indicador teria uma relação direta com a eficiência e os outros dois uma relação inversa. "Estes tres indicadores foram combinados em um índice que varia de 0 a 100, onde a esperança de vida tem peso de 60%, o gasto em saúde como proporção do PIB tem um peso de 30% e o gasto absoluto percapita em saúde tem um peso de 10%", escreveu o economista.

Na pesquisa, foram considerados 48 países, incluindo o Brasil, com população mínima de 5 milhões de habitantes e renda percapita mínima de US$ 5.000. As informações utilizadas foram baseadas em dados do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e Organização Mundial de Saúde.

Nesta direção, segundo Medici, o índice de eficiência da saúde, foi avaliado pelo que se pode alcançar em esperança de vida ao nascer (medida em anos) com a atual porcentagem de gasto em saúde, dado uma certa dimensão do gasto absoluto em saúde.

Resultados – Entre os 48 países analisados, os cinco mais eficientes, de acordo com os critérios estabelecidos, foram Hong Kong, Singapura, Japão, Israel e Espanha (nesta ordem) enquanto que os cinco mais ineficientes foram Brasil, Sérvia, Estados Unidos, Iran e Turquia.

Em relação à esperança de vida ao nascer, o Brasil empata com a República Dominicana, na 45ª posição. "Todos os outros países da América Latina que entraram na análise - Cuba, Chile, México, Argentina, Equador, Venezuela, Perú e Colombia – apresentam esperança de vida maior que a brasileira, mas paradoxalmente, todos eles tem um gasto per-capita em saúde bem menor que o do Brasil, segundo os dados da Bloomberg, como veremos nas tabelas 3 e 4", disse o Medici.

O Brasil também ocupa a décima sexta posição em relação ao gasto mais elevado em saúde como proporção do PIB, alcançando quase 10%. Com exceção de Cuba, é o país que apresenta a maior proporção de gasto percapita em saúde entre os latino-americanos. 

A participação do gasto em saúde no PIB brasileiro é maior que a de países que reconhecidamente tem os sistemas de saúde de melhor qualidade, como Suécia, Finlândia, Reino Unido e Austrália. Segundo o economista, o gasto em saúde no país vem aumentando rapidamente nos últimos anos devido à alguns problemas como a baixa participação do gasto público no gasto total em saúde e a elevada participação do gasto direto das famílias. "Mesmo assim, entre 2001 e 2011, a participação do gasto público em saúde no Brasil como proporção do PIB aumentou de 3,1% para 4,1%, de acordo com informações também levantadas pela Bloomberg L.P", completa.

No que se refere ao gasto absoluto per-capita com saúde, o Brasil apresenta ocupa a 26ª posição, tendo o maior gasto per-cápita entre o conjunto dos países latino-americanos selecionados e também gastos superiores a vários países do leste europeu como Hungria, Polônia, Sérvia, Bulgária e Romênia.

Medici conclui que os resultados permitem demonstrar que o Brasil, "não é um dos países que gasta menos em saúde, tanto do ponto de vista do gasto per-capita, como do gasto de saúde como proporção do PIB. Mas sua esperança de vida ao nascer é uma das mais baixas entre os 48 países selecionados pelo Índice da Bloomberg". 

Além disso, ele conclui que países como o Brasil e Estados Unidos "estão sempre dentro do que poderia ser chamado de zona de ineficiência dos resultados em saúde com relação ao gasto, ocorrendo o inverso com países como Hong Kong e Singapura".

o economista explica que a zona de eficiência seria aquela onde a esperança de vida tende a ser proporcionalmente maior ao volume do gasto, em relação a uma curva que ajusta a média dos gastos em saúde de todos os 48 países. "Isto fica ilustrado nos dois gráficos da seguinte forma: os pontos que representam os países que estão acima da curva de ajuste, estariam na zona de eficiência dos respectivos gráficos, ocorrendo o inverso com aqueles que se situam abaixo da curva".

Clique aqui para ler o artigo de André Medici completo.



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