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08/03/13
Artigo: Nove dicas para ajudar você a dizer não
Publicado originalmente na Harvard Business Review, o artigo de Peter Bregman aborda formas estratégicas sobre saber recusar
Peter Bregman

Irene é uma ótima colega. Gerente sênior em uma grande empresa de consultoria, ela contribui quando a carga de trabalho está muito pesada, cobre pessoas que estão doentes e fica até mais tarde quando é necessário, o que ocorre com frequência. 

Ela também é uma líder, integrando conselhos e angariando recursos em leilões beneficentes. Ela tenta estar em casa a tempo de jantar com os seus filhos, mas não raramente trabalha noite adentro, depois que as crianças dormem. Isto é, nas noites em que ela não está em jantares de negócio.

Mas se você a apanha em um momento de honestidade, vai descobrir que ela não se sente tão bem. Na verdade, ela está exausta.

Irene não consegue dizer “não”. E como ela não pode dizer “não”, está gastando o seu tempo limitado e sua sobrecarregada energia com as prioridades de outras pessoas, enquanto as suas próprias prioridades são deixadas de lado. Eu passei pela mesma experiência. Assim, com o tempo, experimentei uma série de formas de fortalecer o meu “não”. 

Aqui estão as nove dicas que eu compartilhei com Irene para ajudá-la a dizer um estratégico “não”, de modo a abrir espaço em sua vida para um “sim” mais intencional. 

Conheça o seu “não”: Identifique o que é importante para você e reconheça o que não é. Se você não souber com o que quer gastar o seu tempo, não vai saber com o que não quer gastar. Antes que você possa dizer “não” com confiança, você precisa ter clareza sobre o que quer dizer “não”. Todos os outros passos seguem esse.  

Seja grato: Quase nunca é um insulto quando as pessoas demandam coisas de você. Eles pedem a sua ajuda porque confiam em você e acreditam em suas capacidades para ajudá-los. Então, agradeça a eles por pensarem em você ou fazer essa demanda/convite. Não se preocupe, isso não vai te levar necessariamente a dizer “sim”.

Diga “não” à demanda, não à pessoa: Você não está rejeitando a pessoa, apenas declinando o seu convite. Então, deixe isso claro. Deixe-a saber do seu respeito por ela  — talvez você admire o trabalho que ela está fazendo, ou reconhece sua paixão, ou generosidade. Talvez você goste de almoçar com ela. Não precisa fingir. Mesmo que você não goste da pessoa que te faz o convite, basta apenas ser polido e gentil para comunicar que não é uma rejeição pessoal. 

Explique o porquê: Os detalhes das razões que o levam a dizer “não” fazem pouquíssima diferença. Mas ter uma razão faz. Talvez você esteja muito ocupado. Talvez você não ache que o que estão pedindo a você seja compatível com os seus pontos fortes. Seja honesto a respeito do porquê você está dizendo “não”.

Seja decidido à medida da insistência: Algumas pessoas não desistem facilmente. É prerrogativa deles. Mas, sem violar nenhuma das regras acima, dê a si mesmo uma permissão para ser tão resoluto quanto elas são. Elas vão respeitar você por isso. Você pode ser enfático se quiser (“Eu sei que você não desiste facilmente, mas tampouco eu desisto. Eu estou ficando cada vez melhor em dizer ‘não’”). 

Pratique: Escolha situações fáceis, de baixo risco, em que você pode praticar o “não”. Diga “não” quando o garçom lhe oferecer sobremesa. Diga “não” quando alguém tentar te vender algo na rua. Entre sozinho em uma sala, feche a porta e diga “não” em voz alta dez vezes. Parece loucura, mas exercitar o seu músculo do “não” ajuda. 

Estabeleça um “não” preventivo: Nós todos temos certas pessoas em nossas vidas que tendem a fazer repetidas demandas, e às vezes penosas. Nesses casos, é melhor dizer “não” antes mesmo da demanda ser feita. Deixe essa pessoa saber que você está muito focado em algumas coisas em sua vida e tentando reduzir suas obrigações em outras áreas. Quando essas demandas vierem de seu chefe, chegue a um acordo com ele sobre onde você devia empenhar o seu tempo. Assim, quando chegar ema nova demanda, você pode remeter à conversa anterior.  

Prepare-se para ficar de fora: Alguns de nós temos muita dificuldade em dizer “não” porque odiamos perder uma oportunidade. E dizer “não” sempre leva a perder uma oportunidade. Mas não é apenas uma oportunidade perdida; é um compromisso. Lembre-se que quando você está dizendo “não” a uma demanda, está simultaneamente dizendo “sim” a algo que você valoriza mais do que a demanda. Ambas são oportunidades. Você está apenas elegendo uma delas.  

Crie coragem: Se você é uma pessoa acostumada a dizer “sim”, vai precisar de coragem para dizer “não”, especialmente se quem estiver te pedindo não desiste facilmente. Você pode se sentir um mau amigo. Como se estivesse deixando alguém mal ou não correspondesse às expectativas. Talvez você imagine que será visto de forma negativa e que vão falar coisas ruins de você. Esse é o preço de recuperar o domínio sobre sua vida. Você vai precisar de coragem para aturá-los.

Depois de praticar essas dicas, Irene começou a trabalhar menos e a gastar mais tempo com os seus filhos. Ela ainda faz um grande trabalho e continua sendo valorizada pelo chefe e pelos colegas de trabalho. Mas eles também notaram a diferença, segundo ela me contou.  E nem tudo é positivo.

Eles estão respeitando os limites dela — eles não parecem sequer melindrados — mas ela teve que desistir de algo que ela nunca soube que era importante para ela: sua visão de si mesma como alguém que poderia fazer tudo. Tem sido difícil para ela se sentir tão valorizada e necessária como quando ela sempre dizia que sim.

"Você prefere voltar a dizer ‘sim’ o tempo todo?", perguntei a ela. Ela me respondeu com um bem exercitado "não!".

Peter Bregman é o autor de, "18 Minutes: Find Your Focus, Master Distraction, and Get the Right Things Done", vencedor da medalha de ouro da Axiom Business Book, escolhido o melhor livro de negócios do ano da NPR (rádio pública nacional dos Estados Unidos), e eleito pela Publisher’s Weekly e o New York Post com um dos Top 10 livros de negócios.  Ele também é a autor de "Point B: A Short Guide to Leading a Big Change" e co-autor de cinco outros livros. Peter colabora regularmente com a Harvard Business Review, Fast Company, Forbes, National Public Radio (NPR), Psychology Today, e CNN, além de ser comentarista semanal na Fox Business News.

*Texto publicado originalmente na Harvard Business Review.
*Texto publicado com autorização do autor.



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