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05/11/15
Hospitais Compliance: assinatura da Carta de São Paulo ocorre com críticas a Brasília
Francisco Balestrin, presidente da Anahp: somos dirigentes e temos que assumir as responsabilidades. Nós, homens e mulheres que representam as instituições, temos que lutar para mudar o país
Filipe Sousa

Na sessão que finalizou o primeiro dia do Fórum Hospitais Compliance 2015, nesta quinta-feira (05), a assinatura da Carta de São Paulo foi marcada por críticas e pelo desejo de mudança. Em uma solenidade comandada pelo presidente da Anahp, Francisco Balestrin, as entidades representadas por seus líderes assumiram o compromisso de dar o exemplo e criar uma cultura de compliance no setor de saúde brasileiro.

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A caneta foi passada de mão em mão e as assinaturas de Fernando Boigues, presidente do Sindhrio, Eduardo de Oliveira, presidente da FBH, Claudia Cohn, presidente da Abramed, Breno Monteiro, presidente da Fenaess e Edson Rogatti, presidente da CMB, finalizaram a cerimônia e iniciaram o processo que vai envolver todos os membros das associações representadas.

Balestrin definiu o primeiro dia do fórum como muito proveitoso e essencial para um setor que aloca aproximadamente 10% do PIB nacional, algo que o presidente da Anahp disse ser uma aplicação equivocada de recursos. Após uma descrição do panorama da saúde brasileira, surgiu a inevitável comparação com outros modelos, como o norte-americano. "Ou eles estão errados, ou nós", concluiu.

As críticas ao estado da nação e à forma como tem sido governada sucederam-se ao longo do dia, embora o principal tom do evento tenha sido o olhar no futuro, analisando o que tem acontecido de errado, mas, principalmente, estabelecendo o caminho para corrigir o que não está correto, para fazer melhor e, sobretudo, com mais ética.

Os responsáveis pelas entidades signatárias da Carta de São Paulo têm agora a tarefa de reunir os seus membros, passar a mensagem e, entre as medidas presentes no documento, implementar um código de conduta ética e moral que sirva de balizador nas relações dos seus associados com os diversos stakeholders, até dezembro de 2018.

Balestrin lembrou a figura do beija-flor, da fábula em que todos os animais fugiam de um incêndio. "Enquanto todos fugiam, o beija-flor tentava, sozinho, apagar o incêndio. Ele sabia que sozinho não o conseguiria apagar, mas ele estava fazendo a sua parte. E é isso que cada um de nós tem que fazer", finalizou.

O presidente da solenidade deixou mais uma crítica contundente. "Você precisa se comportar como um cidadão que está vestido de branco atravessando um pântano. As instituições têm um papel fundamental", disse, e em seguida deixou um desafio aos seus companheiros signatários: "Somos dirigentes e temos que assumir as responsabilidades. Nós, homens e mulheres que representam as instituições, temos que lutar para mudar o país", concluiu Balestrin.

O Fórum Hospitais Compliance continua nesta sexta-feira (06) e será aberto com a palestra do americano Tom Fox, autor do blogue FCPA Compliance and Ethics, sobre como o Brasil pode aprender com a experiência que a China encontrou para lidar com atos de corrupção após o escândalo envolvendo a GlaxoSmithKline (GSK). 

Clique aqui e veja a programação do evento.



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