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12/01/16
Barak Obama veta projeto que tenta revogar Obamacare
Presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, anunciou que irá programar uma votação para superar o veto
Da redação

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vetou, nesta sexta (09) a lei que teria deixado sem efeito parte da reforma da saúde que ele impulsionou em 2010. O projeto também iria retirar os fundos federais dos centros de planejamento familiar do país.

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>> EUA: Lei que tenta suspender reforma da saúde de Obama é aprovada

trata-se da primeira vez que Obama veta um projeto de lei para suspender a reforma da saúde, já que até agora a oposição republicana não tinha conseguido aprovar em ambas câmaras do Congresso uma legislação desse tipo, apesar de tentar dezenas de vezes. O presidente norte americano declarou que o veto ocorreu devido ao prejuízo que a lei infligiria à saúde e à segurança financeira de milhões de americanos.

Os republicanos, que controlam as câmaras do Congresso, já esperavam o veto de Obama, mas impulsionaram de todos as formas a lei objetivando demonstrar que seriam capazes de derrogar a reforma da saúde caso um republicano vencese as eleições de novembro.

A medida teria derrubado a maior parte da reforma aprovada em 2010 e poderia deixar sem fundos, durante um ano, os centros de planejamento familiar Planned Parenthood, responsáveis por cerca da metade de todos os abortos do país.

Obama não programou um ato público para vetar a lei, mas deixou clara uma contundente rejeição em sua declaração escrita, defendendo que a reforma da saúde está funcionando e permitiu dar cobertura a cerca de 17,6 milhões de americanos. Segundo Obama, a legislação teria custado, a milhões de famílias de classe média, a segurança de uma cobertura sanitária acessível.

O republicano Paul Ryan, O presidente da Câmara dos Representantes, anunciou que irá programar uma votação para superar o veto de Obama, e para isso necessitaria do improvável apoio de dois terços dos legisladores em ambas as câmaras. Segundo Ryan, a lei cairá por seu próprio peso ou será derrubada. 

A reforma da saúde nos EUA é considerada o principal marco em política nacional de Obama, procura estender a cobertura médica a toda a população e estabelece a obrigatoriedade de adquirir um seguro, sua parte mais controvertida e duramente questionada pela oposição republicana. Os 12 pré-candidatos republicanos à presidência mostraram oposição à reforma, que foi respaldada em duas ocasiões pela Suprema Corte americana.



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