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26/03/12
Boas Práticas: Aliança (BA) aposta em pediatria lúdica
Luciana Silva, supervisora do Centro Aliança de Pediatria, explica como ambiente decorado com gruta e esculturas humaniza atendimento na maior instituição privada da Bahia
Adalton dos Anjos

O que uma gruta artificial com cinco metros de altura, dotada de cachoeira, estalactites e até pinturas rupestres tem a ver com o processo de cura? Responder a esta pergunta, com pouco tempo para refletir, certamente sugere estranhamento a qualquer leitor. Mas o espaço existe e foi construído anexo ao Centro Aliança de Pediatria, mantido pelo Hospital Aliança, maior instituição de saúde privada da Bahia. Além da pequena queda d’água, apelidada de fonte dos desejos pelo hábito dos frequentadores de jogar moedas em seu interior, a gruta é decorada por desenhos da artista baiana Goya Lopes.

 

A criação de um ambiente colorido, com aspectos lúdicos e que fazem parte do universo infantil, integra as diversas ações voltadas para prestar um atendimento mais humanizado ao público infantil internado na unidade. Obras de artistas baianos, como as famosas esculturas de crianças gordinhas da artista plástica Eliana Kertész, murais e mosaicos de Bel Borba, sem falar nas mandalas de Juarez Paraíso e das cerâmicas do pernambucano Francisco Brennand, estão expostas na estrutura interna e externa do Centro Aliança de Pediatria. Todo o projeto foi idealizado pelo financista Paulo Sérgio Tourinho, acionista majoritário do Hospital Aliança – ninguém revela o valor total do investimento.

 

O espaço externo, decorado com esculturas de animais, como tartarugas e girafas, em tamanho reduzido, é aberto ao público e muitos pacientes aproveitam para tomar sol, passear e tirar fotos. “A filosofia é libertar as crianças do quarto, dando a elas a possibilidade de se recuperar em um ambiente descontraído”, explica Luciana Silva, supervisora do Centro Aliança de Pediatria. O acesso à área externa, bem como à gruta, e a participação nas atividades recreativas têm restrições apenas aos pacientes em isolamento.

 

Desde a inauguração, em 2001, a unidade investe em projetos para além da estrutura arquitetônica e que tornem a internação mais acolhedora. “Enquanto as crianças estão internadas, realizamos um programa próprio de brincadeiras e pinturas. Nos aniversários ou no Carnaval, são contratados palhaços e bandinhas”, conta o supervisor do setor de internamento, Hans Greve. Cerca de 38 mil pacientes são atendidos no local por ano.

 

Recuperação – Diversos estudos afirmam que o comportamento das crianças durante a recuperação de uma doença sofre influência do humor. “Nossas práticas de humanização foram adotadas com base em pesquisas acadêmicas existentes desde a década de 1980”, destaca Greve. Embora o Aliança não possua levantamentos próprios sobre como as ações de acolhimento interferem diretamente na melhoria dos pacientes pediátricos, a prática de brincadeiras no ambiente hospitalar data da década de 1970, com o médico americano Patch Adams. No Brasil, a Lei 11.104, de 21 de março de 2005, sancionada pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, obriga todas as instituições que oferecem atendimento pediátrico em regime de internação a disponibilizarem brinquedotecas em suas estruturas.

 

Excelência – A busca por excelência no atendimento humanizado compreende ainda ações voltadas para a equipe técnica do Centro Aliança de Pediatria. “Temos o programa de reconhecimento, que consiste na entrega de um documento para as enfermeiras que recebem elogios espontâneos dos pacientes, campanhas de gentileza e aulas de português, entre outros treinamentos”, cita Luciana Silva.

 

A atualização dos funcionários também é motivo de preocupação por parte dos gestores, com treinamentos em parceria com a Sociedade Baiana de Pediatria e a Universidade Federal da Bahia. “O curso de Suporte Avançado de Vida, por exemplo, teve o segundo polo do Brasil formado em nosso estado”, afirma Luciana. Além disso, os médicos da unidade participaram da publicação do livro Pronto-Atendimento em Pediatria, que está na segunda edição e é utilizado por pesquisadores e estudantes da área.

 

Já os protocolos internos e as boas práticas de assepsia e limpeza são apontados como responsáveis pelos baixos índices de infecção hospitalar registrados no Hospital Aliança. Nos últimos três anos, a unidade baiana registrou índices em torno de 2%. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que a estimativa da taxa de infecção hospitalar não deve ultrapassar a barreira dos 9%.

 

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