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08/04/15
CEO da Bayer quer a companhia mais ágil e aberta a riscos
Desde que assumiu o comando da gigante alemã, em 2010, Marijn Dekkers tem provocado mudanças cuturais na empresa fundada há 150 anos
Valor Econômico

A farmacêutica alemã Bayer, que inventou a Aspirina, sempre foi um nome importante para os consumidores, que associam a cruz icônica da marca com os analgésicos. Mas poucos sabem que a linha de produtos da companhia também inclui inúmeras outras marcas. As informações são do Valor Econômico.

Marijn Dekkers, diretor­-presidente da Bayer, pretende mudar essa percepção. Desde que assumiu o comando da companhia, em 2010, Dekkers tem provocado mudanças culturais na empresa que foi fundada há 150 anos. Exigiu, por exemplo, que os chefes de divisão tenham formação em marketing, liderou o lançamento de cinco novas drogas que tiveram sucesso de venda e fortaleceu a divisão de medicamentos sem prescrição através da compra da unidade de atendimento da americana Merck & Co.

Agora, o executivo holandês que se formou e trabalhou durante 25 anos nos Estados Unidos, prepara o desmembramento da divisão de plásticos especiais. O negócio de US$ 10 bilhões é parte de um esforço maior da Bayer para se concentrar em seus segmentos de saúde e agricultura.

Dekkers afirma que a sua prioridade na Bayer é implantar uma cultura que preza pela rapidez, capacidade de adaptação e mais disposição para correr riscos.

Segundo ele, em recente entrevista ao The Wall Street Journal, empresas americanas costumam operar com uma "regra de 80­20", sugerindo que elas começam a executar ideias com apenas 80% dos dados necessários em mãos. "Na Alemanha, para ser gentil, tínhamos no início uma regra de 99­1. E eu estou sendo gentil", disse, sugerindo que que a aversão da Bayer ao risco está enraizada no medo que os alemães têm de fracassar. Assim, para ele, essa sensibilidade explica a falta de uma "mentalidade de capital de risco" que estaria afetando a competitividade global do país.

Atualmente, a Bayer é a maior companhia em valor de mercado ­ 118 bilhões de euros (US$ 128 bilhões) ­ segundo índice de ações DAX­30 das empresas mais negociadas da Alemanha. A companhia deverá manter essa posição após o investimento na unidade de plásticos, chamada Material Science. Ela tem 118 mil funcionários ao redor do mundo e registrou receita de 42,2 bilhões de euros em 2014. A Material Science contribuiu com um lucro antes de juros e impostos de apenas 555 milhões de euros, ante 1,04 bilhão de euros de 2007.

Alguns analistas duvidam que as drogas da Bayer em desenvolvimento terão o mesmo poder de venda dos lançamentos recentes.  Ainda sim, a Bayer estima que pelo menos três novos remédios que estão na fase intermediária de testes clínicos avancem este ano, incluindo dois para insuficiência cardíaca crônica. "Dados importantes são esperados desses testes", afirma Ali Al­Bazergan, analista do Datamonitor Healthcare em Londres. Ainda segundo Al­Bazergan, a divisão farmacêutica da Bayer deve se beneficiar de novas sinergias à medida que o grupo se torna uma empresa de ciências da vida mais integrada.

Os investidores têm recebido bem as iniciativas de Dekkers para tornar a Bayer mais enxuta. A cotação da ação atingiu o recorde de 145,85 euros em meados de março, uma valorização de cerca de 60% nos últimos 12 meses. Definitivamente, Dekkers está escutando os acionistas", afirma Odile Rundquist, analista da Helvea SA, do Baader Bank Group

De acordo com Rundquist, a estratégia da Bayer está em acordo com uma tendência crescente na indústria farmacêutica, observando que a suíça Novartis AG e a britânica GlaxoSmithKline PLC também adotaram caminhos semelhantes recentemente. 

Dekkers afirma que, inicilamente, enfrentou resistência à separação por parte dos representantes dos funcionários no conselho supervisor, que estavam preocupados com a manutenção dos 17 mil empregos da divisão. Ele acabou conseguindo a aprovação dos dez representantes ao garantir o atual número de empregos por alguns anos, diz.

O plano de venda ocorre após a aquisição da unidade da Merck, que permite que a Bayer cresça na área de remédios sem prescrição médica e coloque sua marca em uma série de produtos, desde o antialérgico Claritin até o protetor solar Coppertone. 

A aposta de Dekkers na unidade da Merck é de que a rede global de vendas ao consumidor da Bayer abra caminho para seus novos produtos americanos em outros países, enquanto consolida a marca Bayer nos EUA.

O executivo, que deve deixar o cargo no fim de 2016 e voltar para os EUA, afirma ainda que o objetivo de sua gestão é achar o equilíbrio certo entre as estratégias empresariais americana e alemã. "Torná­la mais 90­10 do que 80­20 ou 99­1 é muito importante", diz.

As informações são do Valor Econômico.



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