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04/02/14
Cerca de 40% dos planos oferecem rede própria de atendimentio
Novo modelo dos convênios ganhou força na última década e modifica a rotina dos pacientes, que estão cada vez mais dependentes das operadoras
Da redação

São Paulo - Cerca de 40% dos planos de saúde têm rede própria de atendimento formada por hospitais, ambulatórios e centros de exames laboratoriais, segundo um levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Na última década a chamada verticalização do sistema ganhou força e, aos poucos, modifica o dia a dia dos pacientes, que estão cada vez mais dependentes das operadoras. As informações são do Estado de S. Paulo.

Ao serem obrigados a agendar consultas e realizar procedimentos na rede direta das operadoras, esse novo perfil dos convênios restringir a liberdade de escolha dos usuários. Geralmente, esses procedimentos são agendados através de centrais telefônicas, que indicam médicos e equipamentos disponíveis de acordo com o modelo de plano.

A rede própria pode representar até 80% das opções ofertadas aos clientes. Como, por exemplo, a cartela dos planos Dix, que são os mais econômicos da Amil, com mais de 6,8 milhões de usuários. Atualmente, a operadora possui 27 hospitais com a sua marca, além de 40 ambulatórios. No total, a verticalização já representa de 35% a 45% dos atendimentos do plano.

De acordo com Vinicius Ferreira da Rocha, diretor nacional de rede da Amil, a empresa possui mais de 3 mil leitos em seu comando. Em São Paulo, são oito hospitais próprios, como o Paulistano, o Metropolitano e o Alvorada. Para o diretor, é um grande avanço, não apenas pela oferta de vagas, mas pela melhora da gestão médica do paciente, que cria um vínculo maior com a equipe?.

Ao entregar ao plano o poder de solicitar exames e também autorizá-los, Rocha reconhece que essa verticalização gera um conflito de interesses. Entretanto, ele nega que a medida reduza a qualidade do atendimento prestado. Ele acredita que é preciso ressaltar que o paciente ainda tem a rede aberta, com possibilidade de reembolso. "Em todos os casos, os prazos são os mesmos para marcação de consultas e exames. Não impomos restrição?", garante.

Marcelo Nunes, superintendente de recursos próprios da Unimed Paulistana, avisa que a empresa tem como meta dobrar a rede própria, que representa hoje 15% dos atendimentos e conta com apenas um hospital - o Santa Helena - e cinco ambulatórios na capital. Nossa meta é chegar a 30%?, afirma. 
Segundo ele, a procura da população por planos de saúde tem aumentado e, por isso, é preciso aumentar a gama de serviços. Ou seja, para dar conta da demanda, o modelo é imprescindível. "Não vejo conflito de interesses nisso. A rede própria reduz custos, mas também diminui os riscos para o paciente. Nos hospitais, por exemplo, só se interna quando há realmente necessidade", completa.?

A verticalização não afeta apenas as gigantes do setor. Com 12 anos de atividades, a operadora Life Empresarial, que pertence à Igreja Universal, também possui o seu próprio hospital, o Moriah, que aguarda inauguração formal. Já a Prevent Senior, dedicada a atender pacientes idosos, cresceu em número de clientes em parte por causa da expansão de sua rede. Atualmente, são oito hospitais e 22 ambulatórios com a bandeira Santa Maggiore.



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