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03/09/14
Cidade japonesa paga para quem evitar ir ao médico
Soichi Kataoka, o prefeito de Soja: solução visa conter o aumento incessante das despesas médicas sem comprometer a qualidade do atendimento de saúde
Valor Econômico

Diante da necessidade de conter o aumento incessante das despesas médicas sem comprometer a qualidade do atendimento de saúde, o Japão passou a realizar diversos experimentos, como o de distribuir dinheiro à população, na tentativa de obter economias nas despesas de seguro-saúde estatais. Solução visa incentivar os cidadãos a cuidarem melhor da própria saúde. As informações são do Valor Econômico.

O setor do programa nacional de seguro-saúde, administrado pela Prefeitura da cidade de Soja, na Província de Okayama, oeste do Japão, acumula déficits. Os usuários são trabalhadores predominantemente autônomos, idosos e pessoas de baixa renda. À medida que crescem os custos com o atendimento de saúde, a cidade está sendo obrigada a recorrer a reservas para manter o financiamento do programa.

Para evitar que o programa entre em colapso, as autoridades de Soja adotaram uma estratégia incomum: segurados que submetem-se a um exame de síndrome metabólica e não demandam atendimento médico durante o ano, têm direito a receber 10 mil ienes (US$ 95). Pessoas que participam por três vezes de eventos especiais relacionados com a saúde, como encontros esportivos, são automaticamente candidatas em um sorteio cujo prêmio pode chegar a 100 mil ienes.

Soichi Kataoka, o prefeito de Soja, acredita que a política seja promissora. Segundo ele, mesmo que vários milhões de ienes sejam gastos na distribuição de dinheiro, é possível classificar o programa como um sucesso, caso ele reduza, mesmo em apenas um, o número de pacientes que precisam submeter-se regularmente a diálise. Os procedimentos de diálise, continuou ele, custam 5 milhões de ienes por ano por paciente.

No ano fiscal de 2011, finalizado em março de 2012, os reembolsos do sistema de seguro-saúde público a instituições médicas totalizaram cerca de 38,6 trilhões de ienes (cerca de US$ 470 bilhões à época). Em uma década, esse número cresceu cerca de 7,5 trilhões de ienes. Não há sinais de que essa tendência ascendente esteja cedendo.

Segundo estimativas do governo, no ano fiscal de 2025, os gastos totais com saúde deverão atingir 54 trilhões de ienes. Para Hitoshi Suzuki, pesquisador sênior do Daiwa Institute of Research, se as coisas não mudarem, o sistema de saúde japonês se tornará insustentável.



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