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14/06/12
Comissão muda MP que reduzia salário dos médicos federais
Presidente da Fenam, Cid Carvalhaes, diz que novas mudanças não trazem avanços, mas asseguram que não haverá prejuízos
Da redação

A comissão do Congresso que discute a medida provisória que concede reajuste salarial a servidores públicos aprovou nesta quarta-feira (13) a mudança que impede a redução dos salários dos médicos federais. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) apresentou parecer que retoma o valor salarial pago aos profissionais. As informações são do jornal "Folha de S. Paulo".

Para Cid Carvalhaes, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), a mudança do texto pelo senador Eduardo Braga não possui avanços, mas assegura que não haverá prejuízo para a categoria médica. "O relatório que nós tivemos conhecimento preliminar do senador cumpre de fato os compromissos assumidos. Lamentavelmente, não há um ganho, mas se evitou assim, perdas. O Governo já veio à público admitir que houve falha no texto. A previsão é que se debata a posição do médico numa carreira à parte".

O texto do senador cria uma tabela específica para os salários dos médicos --o que acaba com a redução dos vencimentos. Pelo texto da Medida Provisória, a categoria seguiria os moldes das carreiras da Previdência, Saúde e Trabalho. O que hoje é pago por uma jornada de 20 horas semanais passaria, segundo as entidades médicas, a ser o valor pago a quem trabalha o dobro, ou seja, a jornada de 40 horas, somado a uma complementação provisória. O governo, no entanto, determinou a criação de tabela única para os médicos.

"Acabamos com a tabela que veio na Medida Provisória, restabelecemos uma nova tabela para as outras categorias e criamos uma tabela específica para a carreira médica. Os médicos ficam desvinculados da tabela PST [Previdência, Saúde e Trabalho]", disse Braga.

Insatisfação - Depois de protestos da categoria e uma paralisação de 24 horas na última terça-feira (12), o governo deu aval para que o senador amazonense propusesse a mudança no texto. “O Ministério do Planejamento reconhece que teve um erro na medida provisória. Nós vamos corrigir o erro”, disse à Agência Brasil a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, ao deixar o Congresso após reunião com Eduardo Braga.

Segundo a Fenam, mais de 25 mil dos 45 mil médicos federais participaram da paralisação. Braga é líder do governo no Senado e reconheceu o erro do governo. "O governo teve essa humildade e, de público, reconheceu que havia um erro. O relatório estanca a sangria injusta que se consolidou", afirmou.



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