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10/10/17
Conselho Federal de Medicina não reconhece gastroplastia endoscópica como tratamento de obesidade
O médico-cirurgião Cid Pitombo - especialista no estudo da doença - explica que o assunto precisa ser tratado com seriedade e as pessoas devem se informar sobre os procedimentos disponíveis e aprovados
Da redação

O Conselho Federal de Medicina esclareceu, em nota, que a gastroplastia endoscópica não é um procedimento reconhecido para tratamento da obesidade. Em 2017, notícias e informativos surgiram na imprensa oferecendo este procedimento como sendo uma técnica menos invasiva e que não necessita de internação. Contudo, ela não pode ser realizada no Brasil de forma regular sem a aprovação do órgão. O médico-cirurgião brasileiro Cid Pitombo, especialista em estudos de obesidade e com especialização nos Estados Unidos, explica que as pessoas devem ficar atentas com procedimentos que se dizem milagrosos.

"Não existe mágica contra a obesidade. Ela é uma doença grave e precisa ser tratada de forma séria. Os pacientes devem buscar se informar sobre as técnicas e profissionais reconhecidas pelo Conselho de Medicina para não colocarem suas vidas em risco", alerta o cirurgião.

Mudança de hábitos é a melhor prevenção -  Desde 2010, quando a equipe do dr. Cid Pitombo criou o Programa de Cirurgia Bariátrica no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no Rio de Janeiro, quase 2.000 pacientes foram operados. A média de atendimentos ambulatoriais está sendo mantida em 2.000/mês e a taxa de sucesso é de 99%.

A equipe do Programa é multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. A cirurgia não é o objetivo principal e sim a qualidade de vida e a mudança de hábitos. Mais de quatro mil pacientes estão sendo acompanhados pela equipe do Programa. "É um trabalho de resgate desses pacientes, realizado com muita dedicação e seriedade por toda a equipe. Devolvemos à sociedade o paciente antes obeso que não trabalhava, que tinha vergonha de comprar roupas e que não tinha mais vida afetiva.", conta Cid Pitombo, que é também médico dos atores André Marques e Leandro Hassum.

Estudo feito pela equipe do dr. Pitombo de fato apontou que a vida sexual e financeira dos ex-obesos só melhorou após a cirurgia. Cerca de 40% dos pacientes afirmaram que a vida sexual passou de ruim para muito boa. Outros 14% disseram que a vida entre quatro paredes passou de boa para muito boa. Os novos magrinhos também relataram aumento de mais de 30% na renda familiar.



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