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16/10/15
CPI terá acareação entre gestores da Unimed Paulistana
Em depoimento realizado nesta terça (13), ex-presidente da operadora, Paulo Leme, defendeu estratégias econômicas iniciadas em sua gestão
Da redação

A antiga gestão da Unimed Paulistana, que esteve à frente da cooperativa de 2011 a março deste ano, defendeu, nesta terça-feira (13), que reduziu as dívidas da operadora. Além disso, responsabilizou a atual gestão pela falência do plano, determinada para Agência Nacional de Saúde (ANS) no início de setembro. O depoimento foi feito na CPI dos Planos de Saúde, que acontece na Câmara Municipal de São Paulo. No próximo dia 27 haverá uma acareação entre os atuais e os antigos gestores. Com informações do portal Rede Brasil Atual e da Câmara Municipal de São Paulo.

Na ocasião, Paulo Leme, ex-presidente da Unimed Paulistana, defendeu que se as estratégias econômicas iniciadas em sua gestão tivessem sido mantidas, assim como o modelo de negociação adotado com a ANS, a operadora estaria em melhor situação e não teria sido obrigada a transferir sua carta de clientes. Conforme Leme, no início da gestão, a dívida tributária era de R$ 1,3 bilhão. Todo um equacionamento foi realizado através de parcelamentos e foi deixado um valor em aberto de R$ 264 milhões, que seriam quitados em 60 meses dentro dos programas de parcelamento. 

O antigo gestor afirmou também que solicitou informações econômicas para a nova gestão da Unimed Paulistana, mas elas foram negadas. “Não posso dizer se a posição da ANS foi arbitrária porque ela é fruto do que atual gestão fez. O que eu acho é que infelizmente esse fruto está causando transtornos muito grandes. Eu como médico fico muito sensibilizado nessa situação, principalmente por causa dos clientes”, defendeu. 

Para a presidenta da CPI, a vereadora Patrícia Bezerra (PSDB), existe uma transferência de responsabilidade. Segundo Bezerra, ficou claro que houve uma tentativa de saneamento das finanças na gestão que foi ouvida na terça e que de fato houve uma diminuição da dívida, mas não foi dado andamento a essa política. 

Em setembro, a ANS determinou que a Unimed Paulistana teria até o início de outubro para repassar toda a sua carteira de clientes, composta por 745 mil vidas, para outras operadoras. De acordo com a agência, a cooperativa apresentava, desde 2009, graves anormalidades assistenciais e administrativas.



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