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09/11/15
Cultura de compliance permite identificar e corrigir erros, diz Don Sinko
Chief Integrity Officer da Cleveland Clinic diz que hospitais empregam pessoas e que as pessoas erram. Cabe às instituições implementar programas de compliance que as ajudem a ser mais éticas.
Filipe Sousa

Perto de duas centenas de participantes se reuniram para assistir à abertura do Fórum Hospitais Compliance, em São Paulo.
Don Sinko, Chief Integrity Officer da Cleveland Clinic, foi o nome que atraiu CEOs, presidentes, executivos, médicos, engenheiros, advogados e outros representantes do setor de saúde brasileira ao Hotel Intercontinental, na manhã de quinta.

Sinko trouxe uma importante lição de como implementar uma cultura de compliance em qualquer instituição de saúde, independentemente de sua dimensão. O CIO da Cleveland Clinic explicou os sete passos que foram aplicados no hospital mais ético do mundo e relatou algumas experiências vividas na Cleveland Clinic. "Levamos muito a sério o nosso Códiigo de Conduta e por isso dizemos que é preciso ter um código e mostrar às pessoas que o cumprimos. Só em 2014 conduzimos mais de 1000 investigações e temos, atualmente, dois ex-funcionários em prisões federais". Ele lembrou uma frase de Dr Cosgrove, o seu CEO: "Empregamos atualmente 40 mil pessoas. Se 99% delas agirem corretamente, isso significa que 400 pessoas estão cometendo erros", e explicou que "os hospitais empregam pessoas e as pessoas cometem erros, o programa de compliance ajuda a identificar esses erros e permite corrigi-los".

Outro importante aspecto da palestra de Don Sinko foi o papel do o responsável de Compliance, da sua independência relativamente ao conselho de administração e dos seus poderes que, segundo o líder de compliance norteamericano, "mostra a todos a importância da integridade e do compliance na organização e no seu funcionamento.

Após a palestra de Sinko, a plateia pôde assistir ao talk show "Como construir uma cultura de compliance em um serviço de saúde a partir do zero?". Viviane Miranda (Einstein), Florence Monteiro Oliva (BPSP), Matheus Sabbag (Grupo Fleury), Gustavo Lucena (Deloitte) se juntaram, com mediação de Giovanni Falcetta (TozziniFreire Advogados), para discutir a complexidade do processo da criação de normas e sua aplicação. Seguiu-se a apresentação da experiência de compliance da Elfa, por Luis Liveri (CEO da Elfa Medicamentos) e a manhã terminou com discussão sob o tema "Ética como diferencial competitivo", entregue a Heloísa Ribeiro (Instituto Etco) que foi acompanhada pelo presidente da mesa, o Dr. Fernando Boigues (presidente do Sindhrio), que transmitiram aos presentes as suas visões sobre como as empresas podem se destacar pelo seu comportamento íntegro.

Leni Hidalgo (Insper) regressou da pausa para almoço cheia de energia e tentando contagiar a plateia durante o debate sobre "Tone at top e tone at middle e a governança corporativa na cultura ética de uma organização". O painel, que discutiu o papel de cada elemento de uma organização e como o exemplo deve vir de cima, contou também com Ana Regina Cruz Vlainich (Fundação Unimed), Daniel Coudry (Sanitas Internacional Brasil) e teve Luiz De Luca (Samaritano) como moderador. As poltronas colocadas no palco receberam, de seguida, Luis Roberto Natel (Abramed), foi moderador do talk show "Código de Conduta, da teoria à prática" e deixou o desafio para que "este evento e o que aborda sirva de evento também para Brasília". No painel, Lilian Cristina Lira Pacheco (Grupo Dasa/ Abramed ), Carlos Alberto Marsal (Sírio-Libanês/ Abramed) enquadraram a perspectiva das instituições de saúde, enquanto Esther Miriam Flesch (Trench, Rossi e Watanabe Advogados) partilhou o ponto de vista legal, elencando os diversos estágios da criação de diretrizes e sua aplicação, dando os exemplos das organizações que representavam. Segundo Esther, tomando o exemplo mundial em termos de compliance, "os Estados Unidos têm a FCPA desde 1977, uma lei antiga que só foi aplicada de verdade recentemente", mostrando que não se prevê que seja um caminho a percorrer com rapidez.

O ponto alto da segunda edição do Fórum Hospitais Compliance reuniu altos representantes da saúde brasileira. Com Francisco Balestrin (Anahp) presidindo à cerimônia, foi assinada a Carta de São Paulo, documento que estabeleceu o compromisso de Cláudia Cohn, representando a Abramed, Edson Rogatti, da CMB, em representação das Santas Casas, Fernando Boigues, presidente do SindhRio, Denise Eloi, da Coalizão Saúde, Cícero Andrade, pela Fenaess, e Eduardo de Oliveira em nome da FBH, de implantar seus códigos de conduta e ética até dezembro de 2018.

Clique aqui e saiba mais sobre a assinatura da Carta de São Paulo.
Clique aqui e saiba mais sobre a edição 2015 do Fórum Hospital Compliance.



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