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12/11/12
Direto ao Ponto: executivo da Biofast revela planos para atuação no Nordeste
Segundo Rogério Saladino, desperdício e má gestão no serviço público são oportunidade de negócio para o setor laboratorial
Da Redação

O Grupo Biofast surgiu em 2002, em São Paulo, com o objetivo de oferecer serviços em medicina diagnóstica e, desde então, não parou de crescer. Atuou no desenvolvimento de diferentes serviços para empresas de medicina ocupacional, hospitais e laboratórios. Agora, a Biofast pretende se tornar o maior laboratório de análises clínicas da área pública do país e, para isso, tem investido fortemente no mercado nordestino. “O Nordeste é um polo importante e estratégico para a Biofast”, acredita Rogério Saladino, presidente do grupo. Para atingir públicos tão segmentados, o grupo opera com marcas específicas para clientes de baixa renda, a exemplo do Laboratório do Povo – bandeira que marcou a estreia da Biofast na Paraíba, através de um contrato com a prefeitura local. “Há recursos públicos. O que falta são bons projetos”, garante o executivo. De São Paulo, sede da empresa, Saladino falou à Diagnóstico.

POR QUE O GRUPO BIOFAST ESCOLHEU A PARAÍBA COMO PORTA DE ENTRADA DOS NEGÓCIOS NO NORDESTE?
O Nordeste é um polo importante e estratégico para o Grupo Biofast. Existem várias cidades que não são capitais, mas que registram uma pujança econômica e uma carência grande por prestadores de serviços que, mais do que realizar exames, levem gestão. Dentro das prospecções que a companhia tem feito, a Paraíba foi o primeiro estado que deu start às negociações. 

A OPERAÇÃO EM CAMPINA GRANDE JÁ APRESENTA RESULTADOS SATISFATÓRIOS?
Começamos no último mês de maio com uma das marcas do grupo, chamada Laboratório do Povo, que atua única e exclusivamente no setor público e presta serviços para hospitais e prefeituras. Em Campina Grande, assumimos as urgências e emergências de todos os pronto-atendimentos e toda a rede ambulatorial da prefeitura. Não posso revelar números, mas posso dizer que o projeto já é um case de sucesso. Estamos, inclusive, com algumas negociações bastante avançadas na área de apoio voltada para pequenos laboratórios e hospitais privados da região. 

QUE OUTROS ESTADOS NORDESTINOS SÃO CANDIDATOS A RECEBER INVESTIMENTOS DA BIOFAST?
Já trabalhamos na Paraíba e no Ceará, estamos em negociações em Pernambuco e vamos começar a prospectar em Salvador. Consideramos a capital baiana uma cidade muito importante e já começamos a mapear os hospitais e os pequenos laboratórios. Estamos tentando estruturar uma parceria para, inclusive, criar uma base operacional de processamento na Bahia. Já trabalhamos também em Porto Seguro, desde o ano passado, com a marca Biofast, prestando serviços para pequenos laboratórios na área de apoio. 

O SR. AFIRMOU RECENTEMENTE QUE O GRUPO BIOFAST PRETENDE SE TORNAR O MAIOR LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DA ÁREA PÚBLICA EM DOIS ANOS. COMO ATINGIR ESSA META?
Na área pública, temos os recursos finitos, percebemos um nível de desperdício enorme e ainda tem os problemas de ineficiência em decorrência da falta de uma qualificação melhor. Então, o primeiro grande trabalho que levamos ao setor público é de gestão. Passamos a fazer, inclusive, programas preventivos, que passam a custar mais barato para o erário. Trabalhamos na área pública com algumas marcas nossas, como o Laboratório do Povo e a Saúde para Todos. Uma outra estratégia é levar tudo isso não apenas para capitais, mas cidades que tenham acima de 150 mil habitantes e que têm uma carência enorme de acesso a um laboratório qualificado. As oportunidades são muitas.

HÁ RECURSOS PARA O PODER PÚBLICO ARCAR COM ESSES INVESTIMENTOS?
Há recursos disponíveis. O que falta são bons projetos. Em alguns lugares, inclusive na Bahia, existem consórcios de municípios. Ou seja, a junção de municípios para ter um volume que se torne atrativo para a contratação de alguns serviços que, para o município de forma isolada, não seria possível ter. Para se ter uma ideia, vamos disponibilizar unidades móveis para alguns consórcios na Bahia.

A ABERTURA DE NOVAS UNIDADES PRÓPRIAS TAMBÉM ESTÁ NOS PLANOS DA COMPANHIA?
Ainda este ano, vamos abrir dez postos de coleta em Fortaleza, visando atender uma operadora de saúde local. Esse investimento será replicado em outros estados da região.

*Entrevista publicada na revista Diagnóstico, n°16.



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