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15/04/15
Diretor do ministério da Saúde é acusada de tráfico de influência
De acordo com Leonardo Meirelles, sócio do Labogen, diretor Eduardo Valadares, colocou o laboratório EMS na parceria com o ministério. Negócio renderia R$ 134,4 mi em cinco anos para as empresas
Folha de S. Paulo

Um diretor do Ministério da Saúde responsável por parcerias que visam a produção de remédios, que atualmente são importados, favoreceu o laboratório EMS, de acordo com o empresário Leonardo Meirelles, sócio do Labogen, empresa que é investigada na Operação Lava Jato. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com Meirelles, em depoimento à Polícia Federal, o diretor de Produção Industrial e de Inovação do ministério, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, colocou a EMS - maior laboratório do país, com faturamento de R$ 3,4 bilhões em 2014 e que pertence ao empresário Carlos Sanchez - na parceria que o Labogen tinha com o ministério. O negócio renderia R$ 134,4 milhões em cinco anos para as empresas. O Labogen, segundo a Polícia Federal, tinha características de empresa de fachada, já que não tinha registros para operar. 

O depoimento de Leonardo Meirelles à PF sobre o suposto tráfico de influência foi citado pelo juiz federal Sergio Moro para decretar a prisão do ex-deputado federal André Vargas (ex-PT-PR), na sexta-feira (10). De acordo com relato de Meirelles, originalmente o projeto do Labogen era com outro laboratório, o Geolab.

O empresário disse ainda que o diretor do ministério ligou em 2013 para um dos executivos do Labogen e informou que eles teriam a EMS como parceiro. No dia seguinte, segundo Meirelles, uma funcionária da EMS o procurou para formalizar a sociedade. A parceria visava a produção de um princípio ativo para tratar pressão alta no pulmão e foi desfeita logo em seguida, depois que o jornal Folha de S. Paulo revelou que o doleiro Alberto Youssef estava por trás do negócio.

Meirelles disse que a atuação de André Vargas, na época em que era deputado, foi decisiva para que o Labogen conseguisse a parceria e que tentou esse negócio desde 2010, mas não era recebido no ministério. 

Meirelles revela que o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou de uma reunião no apartamento de Vargas em 2013, na qual Youssef estava presente.

Na época, Youssef era sócio do Labogen e usava contas da empresa para fazer remessas que chegam a US$ 140 milhões. Meirelles foi preso pela PF em março de 2014, não fez acordo de delação, mas confessou crimes para tentar obter uma pena menor e foi solto.

Resposta - O ministério da Saúde afirma não ter achado irregularidade em sindicância sobre o Labogen. O atual ministro, Arthur Chioro, informou que não há registro de reunião entre o Padilha e Vargas. Se o encontro ocorreu, disse, foi fora da agenda oficial.

Segundo Padilha, ele não se lembra de reunião na casa de Vargas e afirma que cumpriu função institucional ao receber representantes dos projetos.

A EMS não quis comentar as acusações.

As informações são da Folha de S. Paulo.



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