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11/09/12
Em busca de equilíbrio
Maior polo médico do Nordeste, Ilha do Leite busca respostas para a equação da oferta, baixa remuneração e demanda crescente por serviços
Emídia Felipe, do Recife, especial para a Diagnóstico

Vista do alto da Ilha do Leite, no Recife: 4,8 mil serviços, incluindo clinicas e hospitais, disputam maior mercado de saúde suplementar do NE

A história da riqueza pernambucana, material ou não, costuma ser contada pelos seus conterrâneos com um tom de ufanismo que já virou marca registrada nesse pedaço do Brasil, quase “república independente”, tamanha as diferenças culturais com seus vizinhos do Nordeste. Entre as joias da coroa, que quase virou colônia holandesa, a pujança de sua medicina é certamente um dos capítulos mais exuberantes da saga de sua capital, Recife. Ao todo, o polo médico da cidade, considerado o segundo maior do país em termos de concentração, possui cerca de 4,8 mil estabelecimentos de saúde, 12 mil médicos e mais de 67 mil empregos. A grandeza, no entanto, não poupa os empreendedores da área das dores do crescimento. Se, por um lado, o invejável fortalecimento da economia do estado abre novas oportunidades de negócio no ramo, por outro, avolumam-se os desafios ligados principalmente ao atendimento dos usuários de planos de saúde.

Criado há quase três décadas com base em dois marcos da medicina pernambucana – o Hospital Pedro II e o Real Hospital Português –, o polo médico do Recife concentra milhares de empresas independentes na capital e em seus arredores. Mas é na Ilha do Leite, bairro na região central, às margens do Rio Capibaribe, que estão a origem e as principais referências do setor. De acordo com o Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas de Pernambuco (Sindhospe), o título de vice-campeão – atrás apenas de São Paulo – entre os maiores conglomerados médicos do país é fruto de um levantamento da Confederação Nacional de Saúde (CNS), que levou em conta número de atendimentos, recursos tecnológicos e quantidade de leitos.

A qualidade e a disponibilidade dos serviços fortalecem a referência de Pernambuco na área médica, tanto que em Recife já existem empresas especializadas em receber pessoas de outros estados e países que querem ser tratadas na cidade. De acordo com a Secretaria de Turismo do estado, no ano passado, cerca de 245 mil pessoas (7% dos visitantes) vieram em busca de serviços médicos. Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará estão entre os principais emissores. Os visitantes já somam 15% do total de pacientes. Uma expertise que chega a ser explorada até mesmo pelo governo de Pernambuco como argumento para atração de investimentos privados. Afinal, quem vai se mudar para o estado quer ter a certeza de que será bem cuidado. 

Com toda esta demanda, o polo médico do Recife hoje é o maior contribuinte de Imposto Sobre Serviços (ISS) da cidade, correspondendo a R$ 11,5 milhões no ano passado, 15,8% do total arrecadado pelo fisco municipal em 2011. Ao longo dos anos, o desenvolvimento se deu praticamente à margem do apoio governamental. Porém, diante do peso do mercado de saúde local, o governo do estado desonerou a importação de equipamentos, reduzindo o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) de 17% para 5% –  quando a transação é feita por uma importadora – e dando isenção nos casos em que a compra é feita diretamente pelo hospital. Já a Prefeitura Municipal do Recife dá desconto no ISS, cuja alíquota padrão é de 5%, para alguns serviços. É o caso da quimioterapia e da radioterapia, que têm alíquota de 4%, e dos procedimentos vinculados a convênios com o Sistema Único de Saúde (SUS), com 2%. “Tivessem os poderes públicos um olhar voltado para este setor da nossa economia, o nosso estado seria hoje uma referência continental”, lamenta o diretor-presidente do Hospital Memorial São José, primeiro do Nordeste a ter o cobiçado selo JCI, José Aécio Fernandes Vieira.

A participação mais importante do poder público talvez seja a presença na rede assistencial. Atualmente, são 3,6 mil leitos em hospitais públicos. Os atendimentos do SUS no estado representam cerca de 40 milhões de procedimentos ambulatoriais, 600 mil internações e 150 mil partos. A referência do polo também em pesquisa e formação é forte. Diretor de Ensino, Pesquisa e Extensão do Hospital das Clínicas da UFPE, José Ângelo Rizzo realça a participação da instituição com áreas em que é exclusiva, como a residência médica em alergia – a UFPE é a única no Nordeste com essa oferta. Ele também lembra do respeito que a instituição usufrui pela liderança em pesquisas que vão de biopolímeros para curativos e próteses a inovações nas áreas de fígado e de cirurgia. Rizzo espera que, no futuro, o HC possa estar mais presente no atendimento ambulatorial. Atualmente, a unidade é referência em procedimentos de alta complexidade.
 
A formação de médicos também se amplia. Está prevista para 2013 a criação de 340 vagas de graduação em medicina em Pernambuco – 240 na rede particular em Recife e Olinda (na Uninassau e na Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), que está em criação) e 100 na rede pública do interior (no campus da UFPE de Caruaru e na unidade da Universidade de Pernambuco (UPE) de Serra Talhada). 

OPORTUNIDADES – A cadeia produtiva ligada ao polo é outro ponto que merece atenção. Além de serviços relacionados ao usuário, a exemplo de laboratórios e clínica de diagnóstico por imagem, empresas ligadas ao segmento de saúde, como de higienização e tecnologia da informação, crescem ao lado das que já estão consolidadas. Fornecedores também veem no estado uma ótima oportunidade. Pernambuco é hoje um dos principais importadores de equipamentos de marcas como Toshiba e Philips Medical Systems. A demanda por serviços direcionados às empresas do setor só cresce. Para os usuários, o movimento é o mesmo. “O serviço de home care tem ampla margem de evolução na capital pernambucana”, avalia o consultor Breno Santana, da B&R Consultoria. Ele explica que, apesar de o coração do polo se manter na Ilha do Leite, muitas das empresas ligadas à área médica já se irradiaram por outras regiões da cidade, a exemplo de bairros da zona norte. 

Trata-se de uma descentralização que ocorre em escala maior fora da capital. Até 2016, Pernambuco terá seu polo farmacoquímico, que está sendo montado em uma área de 345 hectares em Goiana, na divisa com a Paraíba. Lá serão instaladas empresas voltadas para a produção de medicamentos e biotecnologia, como Hemobrás – primeira a se estabelecer, com previsão para 2014 –, Novartis, Riff e Multilab. 

Goiana, aliás, é uma das cidades fora da Região Metropolitana do Recife que receberão os maiores investimentos industriais de Pernambuco. A exemplo do que ocorre nos arredores de Cabo de Santo Agostinho (ao sul da capital), com as empresas do Complexo Portuário de Suape, Goiana terá um crescimento exponencial de novos moradores, passageiros e permanentes, e todos vão requerer cuidados médicos. Nos próximos anos, lá serão instalados a nova fábrica da montadora Fiat – e toda uma cadeia produtiva estimada em pelo menos 50 empresas –, um complexo imobiliário e dois hotéis. 

DESAFIOS – Mesmo com esses horizontes em outros segmentos e cidades, no Recife, hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios e outros serviços de atendimento ao usuário estão diante, talvez, de uma fase de ruptura. “Rearrumação” foi a palavra que o secretário executivo de Desenvolvimento de Negócios da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Roberto Abreu e Lima, usou para descrever a fase atual do polo médico. Um termo que permeia a avaliação de especialistas consultados pela Diagnóstico.

Nos últimos anos, novas empresas de pequeno e médio porte, fundadas em Pernambuco e em outros estados, se agregaram ao polo. Porém, não foram criados novos hospitais na rede privada, embora os existentes não tenham parado de investir. Em julho, o Hospital Santa Joana aplicou R$ 12 milhões em novos leitos de UTI e serviços clínicos cirúrgicos e esterilização. Em setembro, o Hospital Unimed Recife III dará início aos atendimentos na área de emergência, que está em fase final de preparação e na qual foram investidos R$ 15 milhões. “Objetivamos, através do aperfeiçoamento, nos equiparar não apenas a hospitais do Sudeste do país, como também buscar referenciais de qualidade em instituições internacionais”, comenta José Aécio Fernandes Vieira, do Memorial. 

Com especialização na Inglaterra, ele explica que a evolução da medicina pernambucana fez o estado conquistar um paralelo importante com o que existe de mais avançado no mundo em termos de conhecimento e tecnologia. “O estudante de medicina não precisa mais sair do Brasil para ser um grande médico”, afirma o empresário, cirurgião de formação. “E ainda temos muito a evoluir”.

Essa expansão tem penalizado justamente os hospitais, que vêm sofrendo com as dores do crescimento e da pujança pernambucana. O ritmo de desenvolvimento econômico do estado é acelerado: em 2011, Pernambuco registrou incremento de 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB), enquanto no país esse percentual foi de 2,7%. Um dinamismo que vem principalmente dos investimentos nos arredores do Complexo Portuário de Suape, a 60km do Recife. São indústrias e empresas de diversos portes e segmentos que, por sua vez, agregam muitas pessoas em seus quadros funcionais. Aliado a isso, há o avanço geral do país, que aparece principalmente no ganho de renda da classe C.

Todos esses atores formam um cenário de aumento cada vez mais acentuado de usuários de planos de saúde. Somente na Região Metropolitana do Recife, entre março de 2011 e março de 2012, a quantidade de clientes das operadoras saltou 80,6% , chegando a 1,19 milhão de vidas – 30,6% da população do conjunto de 17 municípios vizinhos à capital. E a procura por serviços de saúde só tende a crescer. “Em pouco espaço de tempo, os hospitais não terão mais estrutura física para atender os usuários das operadoras de planos de saúde”, opina o gerente de Informações do Sindhospe, Iberê Monteiro. O pesquisador Policarpo Lima, professor da Universidade Federal de Pernambuco e coautor dos artigos Um cluster em construção e Desafios do polo médico do Recife,  ressalta que este crescimento do número de usuários se dá em famílias de renda mais baixa e que usam planos básicos: “Trata-se de um momento favorável para alguns segmentos, a exemplo de diagnóstico por imagem e laboratórios”, afirma.  “Mas é necessário que hajam investimentos para atender a esta demanda”.

Todo esse mar de novos usuários gera ondas de inchaço na rede hospitalar, o que acaba refletindo no aumento do tempo de atendimento e na qualidade dos serviços. Crescimento de demanda, no entanto, nunca foi um fator de dificuldade no mundo dos negócios. Ao contrário, é o que todo empresário deseja. O problema é que, no caso dos serviços médicos, ele não é proporcional à atratividade da remuneração. O embate entre unidades médicas, médicos e operadoras de planos de saúde é uma discussão pública e que se arrasta há anos. Com mais de 90% de seus clientes ligados a essas empresas, os prestadores de serviços da área de medicina se veem reféns desse sistema, com recursos para investimentos limitados devido ao estreitamento das margens de lucro.

Soma-se a isso a dificuldade de recebimento dos pagamentos, como lembra o diretor-presidente do Hospital Santa Joana, Eustácio Vieira: “Começa desde quando o paciente se interna, com as dificuldades impostas pelas operadoras ao longo deste processo”, enumera. “As consequências são pagamentos retardados, penalizantes para o fluxo de caixa da instituição”. Esse é um impasse que, claramente, não afeta apenas o polo médico do Recife, mas sua solução é considerada da maior importância estratégica para o trade de saúde de Pernambuco. “É preciso que seja feita uma reflexão um pouco mais madura nesse aspecto”, aconselha o consultor Breno Santana. “Se nada for feito, daqui a três ou quatro anos poderá haver um estrangulamento do sistema”. Na opinião de Aécio Vieira, do Memorial, todos os que atuam neste mercado devem estar envolvidos: “Um dos principais desafios dos empreendedores é a revisão do modelo de relacionamento entre os prestadores de serviços (profissionais, serviços diagnósticos, hospitais) e operadoras de saúde”.

Assim como em setores em expansão no país, na área médica do Recife o aumento da demanda também afeta diretamente a busca por profissionais qualificados. De médicos especializados a gestores. Para o pesquisador Policarpo Lima, universidades e institutos de pesquisa precisam estar mais articulados com o mercado. “Essa interação continua não existindo. Teria que ter alguma entidade pública para fazer essa ponte, marcando presença nos hospitais universitários, aumentando as vagas de residência”, salienta. “Mas continua havendo limitações nesse sentido”, avalia o pesquisador.

A tendência de operadoras de saúde criarem suas próprias clínicas e hospitais é outro ponto preocupante, na opinião de Eustácio Vieira, do Santa Joana. “Creio que seremos cada vez mais dependentes de uma excelente capacidade gerencial de todas as áreas que fazem o complexo sistema e de confiáveis parcerias com as operadoras, em especial aquelas que não adotam o sistema de verticalização dos seus serviços”. Alexandre Loback, diretor executivo do Hospital Esperança, diz que pontos como segurança e qualidade na assistência, ações com base em sustentabilidade e, principalmente, um atendimento cada vez mais humanizado não podem ser colocados em segundo plano. “Cada vez menos a tecnologia será um diferencial neste mercado, que passa por um momento de reavaliação de conceitos, em que a segurança do cliente se torna cada vez mais importante”. Os desafios não são poucos. Mas a confiança na qualidade e no poder de superação do polo médico do Recife se mostra bem mais robusta.
 
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Novos players diversificam o mercado

Uma das grandes apostas do polo de saúde pernambucano vai além de suas fronteiras. Depois de iniciativas pontuais de hospitais e pequenos serviços de saúde, o turismo médico vem se profissionalizando, inclusive com apoio formal do governo. Alberto Cherpak, sócio-diretor da Tourismed Brazil, especializada em turismo médico, explica que o polo médico do Recife tem atraído pacientes de outros países pela sua diversidade, qualidade e preços competitivos. Interessada também pela facilidade de falar a mesma língua, a maioria dos pacientes internacionais que procuram a cidade é de países lusófonos, especialmente do continente africano. Nesse segmento, atualmente, o Recife concorre com Colômbia, Costa Rica, México e alguns países da América do Sul. “O objetivo é fazer com que o destino Recife possa ser reconhecido no mercado internacional como um local com facilidade no acesso ao sistema de saúde”, comenta Cherpak.

Para o gerente médico do Real Hospital Português, Guilherme Robalinho, a preferência dos pacientes estrangeiros pelo segmento médico-hospitalar pernambucano se deve à completa estrutura do mercado local. “Ao lado da rede pública de saúde e de centros de pesquisas universitários, existe uma rede de hospitais privados, equipados com tecnologia de ponta e capacitados para o diagnóstico e o tratamento clínico ou cirúrgico das mais variadas patologias médicas”, salienta o executivo. Uma das instituições de saúde mais tradicionais de Pernambuco, com 156 anos de história, o Real Português está entre os destinos preferidos dos turistas que buscam o estado para tratamento médico. 

As ferramentas de gestão também estão na lista dos produtos e serviços cuja oferta está em ampliação. Fundada no Rio Grande do Sul e instalada no Recife em meados da década de 1990, a MV Sistemas hoje atende a mais de 500 instituições, 80 mil médicos e 100 mil profissionais no Brasil, na África e América Latina. Hoje, mais da metade dos 800 colaboradores são pernambucanos. “Estamos conectados ao polo e sempre avançando com ele”, pontua Paulo Magnus, fundador da MV Sistemas, que hoje é líder no mercado de sistemas de gestão de saúde e a sexta maior empresa brasileira de software.

Outra empresa que está diretamente ligada à administração hospitalar no polo médico do Recife é a Síntese, que faz gestão de compras online para as unidades de saúde. De origem francesa, o sócio-diretor Bertrand Gourgue veio para o Brasil para trabalhar com compras online em Brasília, onde o foco era o segmento de entidades filantrópicas. Foi quando representantes de hospitais locais e de grupos europeus o convidaram para criar uma empresa na mesma área no Recife, há 12 anos. “Quando cheguei me impressionei com a pujança do polo”, conta Bertrand. Em 2009, a empresa passou a atuar também com cotações eletrônicas. Atualmente, a Síntese tem uma carteira de mais de 100 hospitais atendidos.

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Origens no século 19

Inaugurados com poucos anos de diferença, em meados do século 19, e com menos de dois quilômetros de distância entre si, o Real Hospital Português e o Hospital Dom Pedro II podem ser considerados as raízes do que hoje é o polo médico do Recife. Rapidamente as instituições viraram referências da medicina nordestina. E as novas unidades de saúde da região tinham preferência de se instalar próximas a eles, tanto pela riqueza de pessoal capacitado e atualizado sempre por perto, quanto pela atração de pacientes.

Erguido em 1855, o RHP hoje é hospital líder do Recife e de todo o Nordeste, com 117 mil metros quadrados de área construída e mais de 160 leitos de UTI, tendo realizado em 2011 mais de 230 mil atendimentos de urgência. Já o Dom Pedro II passou 28 anos fechado, depois de sair da administração da Universidade Federal de Pernambuco. A instituição havia assumido o Dom Pedro II em 1920, mas na década de 1980 transferiu seu pessoal para o Hospital das Clínicas, em seu campus na zona oeste da capital. Enquanto esteve com o primeiro hospital, porém, a UFPE manteve o Dom Pedro II como um centro de excelência e de vanguarda na medicina nordestina. Foi lá, por exemplo, que se realizou a primeira cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea do Norte-Nordeste. Desde 2006 a unidade está sob administração do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), que o restaurou e reinaugurou em 2010.

Formado de modo espontâneo e por longos anos sem qualquer atenção “econômica” por parte do poder público, o polo médico do Recife teve sua época de ouro entre as décadas de 1980 e 1990. Vários segmentos foram sendo ampliados e muitos profissionais da área buscaram aperfeiçoamento em centros mais desenvolvidos do país ou do exterior, voltando depois para constituir equipes médicas e formar grupos econômicos com base em associações. Em suas pesquisas sobre o polo, o professor da UFPE Policarpo Lima ressalta que até 1998 o polo apresentou expansão considerável, com “novos hospitais, laboratórios, centros de diagnóstico por imagem e clínicas médicas, ao lado da ampliação de fornecedores de insumos e serviços e até do surgimento de algumas empresas produtoras de equipamentos específicos”.

Segundo Policarpo, após esse período, o setor passou a enfrentar algumas dificuldades, devido à conjuntura de crise na economia, caracterizada pela estagnação do crescimento, a elevação do desemprego e a redução de salários reais, bem como as sucessivas desvalorizações do real. Os anos seguintes, até então, foram pontuados por capacidade ociosa e crescimento nulo ou muito baixo. Agora, o polo cresce principalmente entre as empresas de micro e pequeno porte, enquanto os hospitais têm como sua principal receita os usuários de planos de saúde, também sua principal ameaça.

*Essa matéria foi publicada na revista Diagnóstico, n°15



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