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26/12/12
Enfermeiros atribuem erros à falta de condições de trabalho
Estudos revelam que falhas na área de enfermagem são menos comuns do que em outras áreas da medicina
Com informações do portal UOL

As entidades que representam os profissionais de enfermagem afirmaram que as condições precárias de trabalho a qual estão submetidos estão comprometendo a qualidade do atendimento e, por consequência, colocando em risco a vida dos pacientes.

De acordo com Márcia Krempel, presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), há casos de profissionais na área de enfermagem que ganham "um salário mínimo para executar atividades que envolvem a vida de um paciente". Ela aponta ainda que este quadro obriga muitos enfermeiros a dobrar a jornada de trabalho. "É evidente que tais condições facilitam a ocorrência de erros em enfermarias", completa.

A especialista aponta que estudos revelam que os erros na área de enfermagem são menos comuns do que em outras áreas da medicina. "A questão é que é mais fácil um paciente detectar um erro cometido por um enfermeiro do que aquele cometido pelo médico, por exemplo", diz. Segundo ela, perceber que um medicamento está sendo mal aplicado é bem mais simples do que concluir que um medicamento foi mal prescrito. 

Roberto Pereira, presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Rio de Janeiro (SatemRJ), citou como exemplo o caso da estagiária que injetou café com leite na veia de uma idosa para salientar que nenhum estagiário pode praticar qualquer ato sem estar acompanhado por um enfermeiro supervisor. Segundo ele, há casos em que o estagiário é acompanhado por um técnico de enfermagem, que não tem competência para isto.

Segundo Pereira, a fiscalização dos cursos e dos estágios na área de enfermagem cabe a um órgão público da área da educação e não da saúde. E quem exerce a atividade são as secretarias estaduais de educação e dos conselhos estaduais de educação.

Direito do paciente – Pereira acredita na importância de que o paciente observe se o profissional que está lhe atendendo esteja seguro sobre os procedimentos realizados. "Se de pronto informamos aos pacientes que eles estão sendo atendidos por um estagiário, os mais leigos podem criar um receio desnecessário", diz.

"Estágio é uma fase importante do processo de aprendizagem e segura, quando acompanhada por um enfermeiro. Entretanto, é direito do paciente saber quem está lhe atendendo e o estagiário, obrigatoriamente, deve portar um crachá que o identifique como tal", afirma Pereira.

Márcia Krempel afirma que a lei permite no máximo 10 estagiários por enfermeiro supervisor em unidades básicas de saúde, mas que este número cai para quatro em unidades mais complexas, como no caso de unidades de tratamento intensivo. (UTI’s).



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