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29/07/14
Agfa: apesar do revés econômico, Brasil ainda é mercado estratégico
Belga Luc Thjis, presidente mundial da divisão de saúde da Agfa, garante continuidade do investimento em P&D no país
Da redação


Belga Luc Thjis, presidente mundial da divisão de saúde da Agfa: atuação em mais de 100 países e escolha do Brasil como maior polo de P&D da América Latina (Foto: Divulgação)

Presidente mundial da Agfa Healthcare, o belga Luc Thjis continua apostando no futuro do Brasil, mesmo diante de um cenário cujas tendências apontam para um crescimento arrefecido. De passagem pelo país – onde viveu entre 1999 e 2001 –, o executivo falou à Diagnóstico sobre a importância do mercado brasileiro para os negócios da multinacional, sediada na Bélgica. “Manteremos os investimentos aqui, ampliando clientes, expandindo o portfólio e nossa organização”, garante. Segundo ele, a matriz belga tem entendido de modo mais profundo os desafios, necessidades e prioridades do sistema de saúde brasileiro. Obstáculos como o ambiente regulatório e as dificuldades em transformar a unidade brasileira no maior polo de P&D da América Latina, três anos depois da aquisição da WPD, foram minimizadas pelo executivo, que se disse impressionado com o progresso feito nas instalações da sede localizada no Recife. “Estamos em um bom caminho”, sentencia.  Thjis também falou sobre os desafios para o uso do big data na saúde e o futuro da tecnologia digital no setor. 

Revista Diagnóstico – Em setembro de 2012, quando o Brasil estava em alta no cenário econômico, o senhor afirmou à revista norte-americana Global Healthcare que acreditava bastante no mercado e no futuro do país. Dois anos depois, a realidade é outra. pode comentar?
Luc Thjis – Continuo acreditando no Brasil. O país é e continua sendo um mercado fundamental para a Agfa Healthcare. Manteremos os investimentos aqui, ampliando o alcance de clientes, expandindo o portfólio e nossa organização. Além disso, manteremos o desenvolvimento de produtos junto com este mercado, como a nova plataforma de gerenciamento de imagens, Agility Image Management, que teve o primeiro projeto-piloto aplicado no país.

Diagnóstico – Do ponto de vista do ambiente regulatório, qual a posição do Brasil em relação aos Brics? 
Thjis – O ambiente regulatório faz parte de nossos negócios. A Agfa Healthcare está em mais de 100 países e em cada um deles temos pessoas especializadas em assuntos regulatórios. Algumas agências têm processos mais sofisticados e em outras eles são mais simples. Acredito que o Brasil se encontra na média mundial.

Diagnóstico – Três anos depois de transformar a unidade brasileira no maior polo de P&D da América Latina, já é possível fazer um balanço dos resultados? 
Thjis – Quando visitei nossas instalações em Recife, fiquei muito impressionado com o progresso feito. A equipe de P&D adotou o processo de desenvolvimento ‘agile’ e os codestreams foram racionalizados. Estas foram bases necessárias para possibilitar o avanço e a inovação. Um progresso similar aconteceu no nível da implementação e equipes de suporte, bem como na gestão das soluções. 

Diagnóstico – O que a matriz da Agfa na Bélgica tem aprendido com as experiências da divisão brasileira?
Thjis – Estamos tão próximos dos maiores provedores de saúde brasileiros, com os quais trabalhamos e temos um profundo entendimento de seus desafios, necessidades e prioridades. Acreditamos poder ajudá-los cada vez mais a obter sucesso em seus negócios, provendo inteligência direta em busca do cuidado integrado. Tudo isso acaba se convertendo em um aprendizado contínuo e mútuo entre a Agfa e seus clientes.

Diagnóstico – Por que a aquisição da WPD não trouxe a performance esperada pela matriz?
Thjis – Estamos em um bom caminho. Os fundamentos para o crescimento e a inovação têm sido estabelecidos. Nosso portfólio Medview está sendo expandido com novas funcionalidades inovadoras, enquanto o Orbis está em fase piloto.

Diagnóstico – O mercado de saúde está pronto para a big data?
Thjis – O desafio para a mineração da big data na saúde é que a informação está sempre desestruturada e é disseminada por meio de muitos sistemas de informações díspares. Em nossa opinião, os investimentos em clinical intelligence technology são a saída.

Diagnóstico – A Agfa migrou dos filmes para a tecnologia digital e reinventou um negócio secular. Qual será a próxima grande virada da empresa? 
Thjis – Acreditamos que o uso mais eficiente dos recursos digitais continuará sendo um tendência. Orientamos CEOs, CIOs e CMOs para usar menos o papel dentro de seus hospitais, desenvolvendo soluções para que a imagem fosse para os seus prontuários eletrônicos e complementamos o mesmo recurso provendo a gestão de conteúdo inteligente.

*Entrevista publicada na revista Diagnóstico n° 25



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